quarta-feira, 4 de maio de 2011

Hoje é o primeiro dia

Hoje é o primeiro dia

Algum tempo atrás enterrei minha caixinha de sentimentos. Acreditei cegamente que não havia tempo. Sem lágrimas e sem palavras, juntei o amor e coloquei junto com o livro que desenhei o futuro nosso, lacrei a caixinha e enterrei bem no fundo da memória. E segui.
O tempo veio devagar, são quase três anos desde então. E Hoje simplesmente chorei. Foi a primeira vez que ouvi a trilha sonora daquilo que deveria ser um fim, mas não foi. Lembrei-me dos detalhes daquela conversa, como se fosse ontem, aquelas vozes tristemente emocionadas proferindo desejos de um futuro melhor, éramos nós e ao fundo no rádio tocava:
“E Agora vai e não olhe pra tras
Que você fique em paz
No calor do Sol
E agora vai, porque a noite está trazendo a escuridão
E mesmo assim sinto seu coração
Pois foi você que me ensinou amar”.
Chorei porque finalmente descobri que enterrei o amor ainda vivo, e nesse tempo todo ele se alimentou de ausências, de faltas, e bebeu as lágrimas que nem ao menos foram derramadas. E a distância não é nada, quando de fato nunca partiu. Ao enterrar o amor aprisionei e congelei a imagem sua dentro da minha caixinha de sentimentos. E sinto novamente o amargo do egoísmo. Me declaro culpada quis matar o amor. Eternizá-lo. Agora é tarde, e a imagem do amor desbotou assim como o livro onde foi desenhado um futuro para nós, não há restauração.
E como diz a música o que nos resta é:
”Viver como a lua e o sol
E não mais te encontrar”

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