Fim de semana movimentado...
Recebi a visita da minha continua continuação,...e fiquei BEM FELIZ!!!
Eu contei uma história pra ela, só pra relembrar os tempos, quando ela era a minha platéia.
É impressionante como algumas pessoas se eternizam em nossa vida, uma parte de mim se foi com ela, minha amiga, irmã, psicológa, centenária, mestre e aprendiz...
Franchesca minha bruxinha, estou expondo isso tudo para que você saiba que meus melhores sorrisos são pra você.
...o tempo passa e só fica quem realmente importa, quem faz a diferença em nossos dias movimentados ou monótonos. Acho que amar é isso é ficar e deixar que alguém fique quando o tempo passa!
mães do gato!
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domingo, 8 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Hoje é o primeiro dia
Hoje é o primeiro dia
Algum tempo atrás enterrei minha caixinha de sentimentos. Acreditei cegamente que não havia tempo. Sem lágrimas e sem palavras, juntei o amor e coloquei junto com o livro que desenhei o futuro nosso, lacrei a caixinha e enterrei bem no fundo da memória. E segui.
O tempo veio devagar, são quase três anos desde então. E Hoje simplesmente chorei. Foi a primeira vez que ouvi a trilha sonora daquilo que deveria ser um fim, mas não foi. Lembrei-me dos detalhes daquela conversa, como se fosse ontem, aquelas vozes tristemente emocionadas proferindo desejos de um futuro melhor, éramos nós e ao fundo no rádio tocava:
“E Agora vai e não olhe pra tras
Que você fique em paz
No calor do Sol
E agora vai, porque a noite está trazendo a escuridão
E mesmo assim sinto seu coração
Pois foi você que me ensinou amar”.
Chorei porque finalmente descobri que enterrei o amor ainda vivo, e nesse tempo todo ele se alimentou de ausências, de faltas, e bebeu as lágrimas que nem ao menos foram derramadas. E a distância não é nada, quando de fato nunca partiu. Ao enterrar o amor aprisionei e congelei a imagem sua dentro da minha caixinha de sentimentos. E sinto novamente o amargo do egoísmo. Me declaro culpada quis matar o amor. Eternizá-lo. Agora é tarde, e a imagem do amor desbotou assim como o livro onde foi desenhado um futuro para nós, não há restauração.
E como diz a música o que nos resta é:
”Viver como a lua e o sol
E não mais te encontrar”
Algum tempo atrás enterrei minha caixinha de sentimentos. Acreditei cegamente que não havia tempo. Sem lágrimas e sem palavras, juntei o amor e coloquei junto com o livro que desenhei o futuro nosso, lacrei a caixinha e enterrei bem no fundo da memória. E segui.
O tempo veio devagar, são quase três anos desde então. E Hoje simplesmente chorei. Foi a primeira vez que ouvi a trilha sonora daquilo que deveria ser um fim, mas não foi. Lembrei-me dos detalhes daquela conversa, como se fosse ontem, aquelas vozes tristemente emocionadas proferindo desejos de um futuro melhor, éramos nós e ao fundo no rádio tocava:
“E Agora vai e não olhe pra tras
Que você fique em paz
No calor do Sol
E agora vai, porque a noite está trazendo a escuridão
E mesmo assim sinto seu coração
Pois foi você que me ensinou amar”.
Chorei porque finalmente descobri que enterrei o amor ainda vivo, e nesse tempo todo ele se alimentou de ausências, de faltas, e bebeu as lágrimas que nem ao menos foram derramadas. E a distância não é nada, quando de fato nunca partiu. Ao enterrar o amor aprisionei e congelei a imagem sua dentro da minha caixinha de sentimentos. E sinto novamente o amargo do egoísmo. Me declaro culpada quis matar o amor. Eternizá-lo. Agora é tarde, e a imagem do amor desbotou assim como o livro onde foi desenhado um futuro para nós, não há restauração.
E como diz a música o que nos resta é:
”Viver como a lua e o sol
E não mais te encontrar”
sexta-feira, 25 de março de 2011
o amor é um gostar a dois
E quem é que ousa falar de amor?
tempos modernos
o amor é demodê como cantou Renato Russo...
-eu ouso!
...
Ela sabia, ou melhor seu coração de mulher sabia. enfim, a confirmação. Quem procura acha, clichê. Mas é, fato concreto. A dor seguida de desespero, acompanhada do choro que fazia doer o coração do próprio Escultor do Himalaia. E aquele sentimento apertava-se e a sensação era de não mais poder viver.
A verdade de todas as coisas trouxe a raiva.
Sim, foi maldade. Ela suspirava e seu choro agudo fazia-me calar e eu sinceramente quis chorar também. Minha pele estava arrepiada e comovida pela dor alheia. Ela, ainda chorando, me pergunta "e eu, o que é que eu faço?", eu fico em silêncio, não sabia o que lhe dizer e fiquei envergonhada. Depois de algum tempo falei "o que é que pode ser feito quando tudo já foi feito?".
Descontrole. Dor. Caras e bocas demonstravam a imensa vontade de chorar até morrer desidratada. Olhava tudo em silêncio, queria dizer "coragem menina", mas qualquer som quebraria o momento da dor da verdade. Ela chora e perco o chão. Ela confusa pronuncia algumas palavras perdidas entre lágrimas e soluços. sua dor penetrava meu coração como uma estaca no coração de um vampiro e me tirava o ar.
Enfim, quando precisei usar palavras não usei, quis dizer que abandonasse "o outro lá", que ele nunca esteve presente para ela como ela estava pra ele, então nada perderia, mas não fiz.
Quem não sabe o que quer em um relacionamento é porque não quer, experiência própria.
A verdade só se mostrou em um momento carnavalesco, mas esteve há tempos se escondendo em praça pública. Me calei. Ela chora. Eu sei que vai passar, ela não.
Abandono as palavras e ofereço meu abraço, é só. Bem sei que, o amor é um gostar a dois´, caso contrário é apenas entretenimento.
Vai passar...
tempos modernos
o amor é demodê como cantou Renato Russo...
-eu ouso!
...
Ela sabia, ou melhor seu coração de mulher sabia. enfim, a confirmação. Quem procura acha, clichê. Mas é, fato concreto. A dor seguida de desespero, acompanhada do choro que fazia doer o coração do próprio Escultor do Himalaia. E aquele sentimento apertava-se e a sensação era de não mais poder viver.
A verdade de todas as coisas trouxe a raiva.
Sim, foi maldade. Ela suspirava e seu choro agudo fazia-me calar e eu sinceramente quis chorar também. Minha pele estava arrepiada e comovida pela dor alheia. Ela, ainda chorando, me pergunta "e eu, o que é que eu faço?", eu fico em silêncio, não sabia o que lhe dizer e fiquei envergonhada. Depois de algum tempo falei "o que é que pode ser feito quando tudo já foi feito?".
Descontrole. Dor. Caras e bocas demonstravam a imensa vontade de chorar até morrer desidratada. Olhava tudo em silêncio, queria dizer "coragem menina", mas qualquer som quebraria o momento da dor da verdade. Ela chora e perco o chão. Ela confusa pronuncia algumas palavras perdidas entre lágrimas e soluços. sua dor penetrava meu coração como uma estaca no coração de um vampiro e me tirava o ar.
Enfim, quando precisei usar palavras não usei, quis dizer que abandonasse "o outro lá", que ele nunca esteve presente para ela como ela estava pra ele, então nada perderia, mas não fiz.
Quem não sabe o que quer em um relacionamento é porque não quer, experiência própria.
A verdade só se mostrou em um momento carnavalesco, mas esteve há tempos se escondendo em praça pública. Me calei. Ela chora. Eu sei que vai passar, ela não.
Abandono as palavras e ofereço meu abraço, é só. Bem sei que, o amor é um gostar a dois´, caso contrário é apenas entretenimento.
Vai passar...
terça-feira, 15 de março de 2011
Nudez sentimental
A quebra do silêncio. A xícara quebrada. O resto do chá que molhava o chão. A falta.
O espírito da noite enquanto ainda era dia. Nada além de uma xícara quebrada e da ausência de som.
É sempre um beijo que antecede a traição. Caos. Humilhação. O poder das palavras. Os gritos ecoando pela casa. A ferida. Como uma vaca, eu remoi a história várias vezes antes de engolir e digerir. Enquanto agonizava, expulsa do meu Éden que era meu paraíso particular, estava só. Sem Adão, sem Eva, sem nada. Um ser que já não era, um coração sem fluxo, sem vida, sem esperança. Era só matéria inanimada, era o corpo que ocupava o espaço. Deixava-me morrer. Mas ainda vivia, pois ainda sentia as dores da vida, e o mar descia dos meus olhos em abundancia, e como um maremoto trazia o caos, que destruía a aldeia dos sonhos, e causava medo. Sim, medo! O medo do amanhã, o medo de não saber as respostas para aquelas perguntas que virão, o medo de não ser mais ninguém, o medo de admitir a farsa que involuntariamente fui coadjuvante. O Choro vinha silencioso e constante. Turbulências ocupavam o espaço na minha mente, e tudo era o tempo, relógio quebrado, calendário queimado, e ainda assim era o tempo. A verdadeira face do outro foi revelada, e minha face não sabia como ficaria se o que eu exibia era o sorriso maroto de uma ilusão? Deixei-me cair ao chão, e quebrada como uma xícara permaneci. Não sei de fato adormeci, ou apenas me perdi nos tempos dos dias entardecidos, onde as noites eram coloridas ao som do violão, e toda a casa era nada mais que euforia. Bons tempos esses que brincava de sombra madrugada a fora, que fazia trilha na chuva, bons tempos sonhados, tempo perdido e achado, mas essa ideia trouxe-me o despertar. Abri os olhos murchos e inchados. Tudo estava exatamente como sempre fora, mas também nada mais era igual. Como cantou Belchior “...a mente é diferente...”
O silêncio e a xícara quebrada eram os únicos a me fazer companhia. Olhei os cacos espalhados ao chão, e nascia aí um novo “eu”, incomum. Eu era meu chá, também a xícara, e eu era a vida que me fugia. Como pude me doar tanto a ponto de quase nem existir mais?
Engraçado como o palhaço já não tinha graça.
E uma sensação de estar nua. Sim, nua. Nudez sentimental. Não havia dor, nem culpa, nem amor, nem ódio, não havia nada. Nada além de mim. Estava liberta. Insuportavelmente livre. Então é isso? ... a liberdade de não querer saber, e eu que sempre soube que não sabia. Agora sei. Pela primeira vez em toda a vida me sentia livre dos sentimentos que me seguiam como uma sombra, uma sombra que estava prestes a me roubar a alma.
E foi assim que simplesmente choveu dentro de mim. E senti-me aliviada.
Sorri ao caminhar para a vida que brotava em mim, não precisava mais forjar sorrisos e essa realidade me fazia sorrir como uma criança que não se envergonhava da sua Nudez.
Srtª Clau Bezerra
O espírito da noite enquanto ainda era dia. Nada além de uma xícara quebrada e da ausência de som.
É sempre um beijo que antecede a traição. Caos. Humilhação. O poder das palavras. Os gritos ecoando pela casa. A ferida. Como uma vaca, eu remoi a história várias vezes antes de engolir e digerir. Enquanto agonizava, expulsa do meu Éden que era meu paraíso particular, estava só. Sem Adão, sem Eva, sem nada. Um ser que já não era, um coração sem fluxo, sem vida, sem esperança. Era só matéria inanimada, era o corpo que ocupava o espaço. Deixava-me morrer. Mas ainda vivia, pois ainda sentia as dores da vida, e o mar descia dos meus olhos em abundancia, e como um maremoto trazia o caos, que destruía a aldeia dos sonhos, e causava medo. Sim, medo! O medo do amanhã, o medo de não saber as respostas para aquelas perguntas que virão, o medo de não ser mais ninguém, o medo de admitir a farsa que involuntariamente fui coadjuvante. O Choro vinha silencioso e constante. Turbulências ocupavam o espaço na minha mente, e tudo era o tempo, relógio quebrado, calendário queimado, e ainda assim era o tempo. A verdadeira face do outro foi revelada, e minha face não sabia como ficaria se o que eu exibia era o sorriso maroto de uma ilusão? Deixei-me cair ao chão, e quebrada como uma xícara permaneci. Não sei de fato adormeci, ou apenas me perdi nos tempos dos dias entardecidos, onde as noites eram coloridas ao som do violão, e toda a casa era nada mais que euforia. Bons tempos esses que brincava de sombra madrugada a fora, que fazia trilha na chuva, bons tempos sonhados, tempo perdido e achado, mas essa ideia trouxe-me o despertar. Abri os olhos murchos e inchados. Tudo estava exatamente como sempre fora, mas também nada mais era igual. Como cantou Belchior “...a mente é diferente...”
O silêncio e a xícara quebrada eram os únicos a me fazer companhia. Olhei os cacos espalhados ao chão, e nascia aí um novo “eu”, incomum. Eu era meu chá, também a xícara, e eu era a vida que me fugia. Como pude me doar tanto a ponto de quase nem existir mais?
Engraçado como o palhaço já não tinha graça.
E uma sensação de estar nua. Sim, nua. Nudez sentimental. Não havia dor, nem culpa, nem amor, nem ódio, não havia nada. Nada além de mim. Estava liberta. Insuportavelmente livre. Então é isso? ... a liberdade de não querer saber, e eu que sempre soube que não sabia. Agora sei. Pela primeira vez em toda a vida me sentia livre dos sentimentos que me seguiam como uma sombra, uma sombra que estava prestes a me roubar a alma.
E foi assim que simplesmente choveu dentro de mim. E senti-me aliviada.
Sorri ao caminhar para a vida que brotava em mim, não precisava mais forjar sorrisos e essa realidade me fazia sorrir como uma criança que não se envergonhava da sua Nudez.
Srtª Clau Bezerra
quinta-feira, 10 de março de 2011
esta é a mulher moderna?
Primeiro ela pensou em pedir uma pizza. Em seguida, pensou nos quilos que ganhou no último mês e nas roupas que não serviam mais. Com isso, ficou entristecida por não gostar de acadêmias, culpou-se por seu eu sedentário. Então, pensou em como era solitária. Pegou o celular vasculhou na agenda do celular e por fim decidiu...
pediu uma pizza.
(esta é a mulher moderna?)
DESCULPEM MULHERES, É SÓ UMA PIADINHA EM HOMENAGEM A CHEFE DA MINHA REPÚBLIKA. RSRSRSRS
pediu uma pizza.
(esta é a mulher moderna?)
DESCULPEM MULHERES, É SÓ UMA PIADINHA EM HOMENAGEM A CHEFE DA MINHA REPÚBLIKA. RSRSRSRS
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Uma garrafa de decisão, por favor.
Tomei uma garrafa de decisão e fui. Fui unicamente para poder voltar. E quando voltava tomada de decisão parei na intenção de digerir os fatos. Então decididamente organizei as coisas todas, e separei tudo por partes, decidi primeiro o hoje sem preocupação com o amanhã. Desnudei os pés e andei mais solta e a leveza noturna me foi insustentável, e na batida do som pensei flutuar. As muitas faces desconhecidas que também estavam lá não pareciam tão libertas, seus rostos exibiam sorrisos felizes e seus corpos balançavam no mesmo ritmo da felicidade momentânea.
Destilei sutilezas para escrever que não queria tolerar alguém que não me fizesse ter sentimentos incríveis, porque com todo o exagero queria sentir, queria morrer de amor e nascer no momento seguinte, queria o caos de quem ama, e a calmaria de quem é amado. E acima de tudo, o que eu queria ainda não queria sempre, e ainda não quero.
Destilei sutilezas para escrever que não queria tolerar alguém que não me fizesse ter sentimentos incríveis, porque com todo o exagero queria sentir, queria morrer de amor e nascer no momento seguinte, queria o caos de quem ama, e a calmaria de quem é amado. E acima de tudo, o que eu queria ainda não queria sempre, e ainda não quero.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Ela X Ele
Ela era antiga. Ela era enigmática, ainda jovem era a velha dos cem anos de solidão. A pureza dos olhos dela desmentia os traços mascarados na face, era como se duas criaturas semelhantemente fortes brigassem dentro de si, e é claro que o mal sempre ganhava as batalhas por ser mais sedutor. Ela apresentava o abismo com um sorriso no canto da boca e um charme irresistivel nos olhos e isso não era bom. Como não poderia ser a mente atraída pelo malévolo? Como um monge é atraído pela verdade. Infelizmente todos os homens deveriam saber que não há verdades exatas. Mas, ainda assim ela permanecia magnética e indecifrável, típica Capitu. Era sempre assim , dúvidas e medos afastavam o sono. A história não era completa para o historiador, faltava a peça chave e esta era indefinível, e como definição nunca foi necessário, ele simplesmente se deixava ser levado...
( brincando de escrever no dia 28/01)
...
( brincando de escrever no dia 28/01)
...
domingo, 23 de janeiro de 2011
Protótipo de Caim, egoísta sim
Sinto-me como um protótipo de Caim, quando ainda não havia se entregado ao todo, mas estou na fronteira e mais um passo não poderei voltar, prestes a ser marcada.
Por egoísmo as pessoas amam mais o próprio ato de desejar do que a pessoa desejada, a manifestação do desejo é que faz a emoção. Ai, eu que sou tão falha como Caim, amo a manifestação do desejo. E consequentemente inicia-se um milhão de problemas pois é tipico da maioria dos homens amar demais e é por isso que a psicologia vem crescendo tão rápido quanto a obesidade nos EUA. Em geral os homens amam demais, entregam-se demais, esperam demais, exigem demais, choram demais, e por fim sugam demais a pessoa a quem dizem amar, Depositam grandes expectativas na outra pessoa quando deveriam apostar suas fichas no próprio "eu".
É triste, vejo isso e tenho medo de que a minha energia seja sugada por uma espécie de vampiro de cem anos de insatisfação.
E não me orgulho de ser egoísta ou mesmo incentivar o egoísmo, só não quero fazer parte desse desespero alucinógeno que os homens possuem sempre sugando...
Por egoísmo as pessoas amam mais o próprio ato de desejar do que a pessoa desejada, a manifestação do desejo é que faz a emoção. Ai, eu que sou tão falha como Caim, amo a manifestação do desejo. E consequentemente inicia-se um milhão de problemas pois é tipico da maioria dos homens amar demais e é por isso que a psicologia vem crescendo tão rápido quanto a obesidade nos EUA. Em geral os homens amam demais, entregam-se demais, esperam demais, exigem demais, choram demais, e por fim sugam demais a pessoa a quem dizem amar, Depositam grandes expectativas na outra pessoa quando deveriam apostar suas fichas no próprio "eu".
É triste, vejo isso e tenho medo de que a minha energia seja sugada por uma espécie de vampiro de cem anos de insatisfação.
E não me orgulho de ser egoísta ou mesmo incentivar o egoísmo, só não quero fazer parte desse desespero alucinógeno que os homens possuem sempre sugando...
Já sentiu-se assim?
Sou, e escrevo unicamente para registrar que só é livre quem pensa que é.
"Sou minha, só minha e não de quem quiser"
De como as coisas que aconteceram esta semana me fizeram ir do alto da minha mais segura certeza até o mais baixo da falta de certeza, é as coisas mudam. E eu sei que as coisas funcionam melhor quando você não espera nada delas.
Vivi dias da mais pura leveza e me senti como um gato que corria sobre os telhados no escuro da noite dividindo a sua liberdade com a lua que sorria admirada com o poder e o egoísmo dos felinos.
Já se sentiu assim tão livre?
Gata, leoa, humana.
E quando se está tão bem, a melodia malévola ronda teus gestos, e invade tentando roubar a tua paz.
Já sentiu-se assim tão roubada?
E você vê a liberdade se distanciando e é preciso se agarrar fortemente em ti para que não te seja levada para sempre. Já sentiu-se assim?
Já sentiu-se como um leão que tem de lutar para continuar sendo o rei dos animais?
"Sou minha, só minha e não de quem quiser"
De como as coisas que aconteceram esta semana me fizeram ir do alto da minha mais segura certeza até o mais baixo da falta de certeza, é as coisas mudam. E eu sei que as coisas funcionam melhor quando você não espera nada delas.
Vivi dias da mais pura leveza e me senti como um gato que corria sobre os telhados no escuro da noite dividindo a sua liberdade com a lua que sorria admirada com o poder e o egoísmo dos felinos.
Já se sentiu assim tão livre?
Gata, leoa, humana.
E quando se está tão bem, a melodia malévola ronda teus gestos, e invade tentando roubar a tua paz.
Já sentiu-se assim tão roubada?
E você vê a liberdade se distanciando e é preciso se agarrar fortemente em ti para que não te seja levada para sempre. Já sentiu-se assim?
Já sentiu-se como um leão que tem de lutar para continuar sendo o rei dos animais?
descanso
Fiz, desfiz, refiz.
Hoje eu mudei o tempo e fiz chover. Seria bom que você soubesse que o tempo que cronometrei eu pacientemente esperei, e por fim, quebrei o relógio que guardava todo o tempo do mundo e descansei.
Fiz a chuva e me desfiz do tempo, olhei meus feitos e notei que algo me faltava, e como sempre faço quando não sei o que fazer eu fiz um chá. Um chá para brindar com o universo, não podia ser um simples chá, então escolhi um chá com o sabor de bom senso e adocei com duas gotinhas de Alzheimer. E senti um leve gosto do mais puro esquecimento, e olhei novamente meus feitos e fiquei satisfeita, só e satisfeita. Com meu chá e minha chuva eu dormi, e de todo o resto esqueci.
Me desfiz do desnecessário e me refiz livre.
Hoje eu mudei o tempo e fiz chover. Seria bom que você soubesse que o tempo que cronometrei eu pacientemente esperei, e por fim, quebrei o relógio que guardava todo o tempo do mundo e descansei.
Fiz a chuva e me desfiz do tempo, olhei meus feitos e notei que algo me faltava, e como sempre faço quando não sei o que fazer eu fiz um chá. Um chá para brindar com o universo, não podia ser um simples chá, então escolhi um chá com o sabor de bom senso e adocei com duas gotinhas de Alzheimer. E senti um leve gosto do mais puro esquecimento, e olhei novamente meus feitos e fiquei satisfeita, só e satisfeita. Com meu chá e minha chuva eu dormi, e de todo o resto esqueci.
Me desfiz do desnecessário e me refiz livre.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Me falta o sol e me sobra tudo o que falta
juntando pedaços para construir um novo pôr- de- sol porque aqui só chove
...
Olho o jasmim que roubado foi para mim, sinto o perfume que se espalha e aconchega meu quarto, ouço as lágrimas que escorrem pela face e não é fácil mas é preciso continuar, sempre em frente. A chuva que banhou meu corpo e deu vida ao jasmim não conseguiu libertar a alma que reclama um pouco de atenção, um pouco do ar do amor.
Por que chorar?
Desde o principio eu soube o que eu queria e porque eu queria, e agora não sei mais nada. Sei da saudade que aperta meu coração e devora meus dias e a única que coisa que sobra em mim é a falta dos meus, o cheiro da terra que um dia eu sem pensar deixei para trás. Hoje eu sinto que eu não soube ao que dar valor, por coisas fúteis e pessoas volúveis eu troquei minha maior riqueza que é a presença do amor verdadeiro que só a família pode oferecer. Me sinto fraca e egoísta, e gostaria de voltar o tempo e fazer outras escolhas e dizer tudo aquilo que senti e não disse. Hoje, descobri que o tudo é uma coisa só e que não sou completa porque boa parte de mim está muito longe daqui perambulando pela casa que um dia dizia ser minha.
Não cabe mais um centímetro dessa distância que só me faz voltar, não posso perder meu único bem, e me vejo criança querendo colo, querendo a proteção do irmão mais velho e sentindo o orgulho de ser a menina sob o olhar dos três mosqueteiros. Eu parti e já nem sei quantas estações passaram quando eu ainda nem me movi, estou ainda no portão abraçando minha mãe que chorava dizendo adeus. São erros no percurso, eu sinto tanto essa distância.
São anos passados que não vivi, que não vi a barriga que crescia e a vida que se iniciava, não vi os cabelos ficando grisalhos, os amores que foram esquecidos e os amores que se iniciavam, o tempo que eu não vivi me faz tanta falta. E hoje tenho em mim muita sobra da falta do tempo. Estou longe de mim, estou lá e volto ao primeiro amor que descobri ao ver tantos corações vermelhos enfeitando o convite da visita, e sou levada pela vontade de crescer. Ainda "tenho 15 anos sou morena e linda e amo e não me amam e tenho amor ainda", estou no colégio recitando Joaquim Manoel de Macedo, sou a mais apaixonada leitora. Faz sol e deitada no gramado leio Os Miseráveis, me viro e olho pela janela coberta por grades esta chovendo e na falta de sol me ponho melancólica e respiro a falta de amor, a falta dos cheiros, a falta do dialogo, a falta do compromisso, a falta de irmos na igreja aos domingos, a falta da família que me ama e me espera. Choro a falta da liberdade que abri mão ao me prender em mim, ser egoísta que sou. São dias apenas dias, horas e segundos...para ver meu leãozinho que me beija e me chama tiaaa.
E choro e me junto à chuva e juntas choramos a falta.
Aqui me falta sol. E sobra tudo o que falta.
"Só, porém, não mais livre. Abriu mão de tudo pela própria liberdade, dê mais um passo abre mão da própria liberdade e tudo te será devolvido" Jean Paul Sartre
...
Olho o jasmim que roubado foi para mim, sinto o perfume que se espalha e aconchega meu quarto, ouço as lágrimas que escorrem pela face e não é fácil mas é preciso continuar, sempre em frente. A chuva que banhou meu corpo e deu vida ao jasmim não conseguiu libertar a alma que reclama um pouco de atenção, um pouco do ar do amor.
Por que chorar?
Desde o principio eu soube o que eu queria e porque eu queria, e agora não sei mais nada. Sei da saudade que aperta meu coração e devora meus dias e a única que coisa que sobra em mim é a falta dos meus, o cheiro da terra que um dia eu sem pensar deixei para trás. Hoje eu sinto que eu não soube ao que dar valor, por coisas fúteis e pessoas volúveis eu troquei minha maior riqueza que é a presença do amor verdadeiro que só a família pode oferecer. Me sinto fraca e egoísta, e gostaria de voltar o tempo e fazer outras escolhas e dizer tudo aquilo que senti e não disse. Hoje, descobri que o tudo é uma coisa só e que não sou completa porque boa parte de mim está muito longe daqui perambulando pela casa que um dia dizia ser minha.
Não cabe mais um centímetro dessa distância que só me faz voltar, não posso perder meu único bem, e me vejo criança querendo colo, querendo a proteção do irmão mais velho e sentindo o orgulho de ser a menina sob o olhar dos três mosqueteiros. Eu parti e já nem sei quantas estações passaram quando eu ainda nem me movi, estou ainda no portão abraçando minha mãe que chorava dizendo adeus. São erros no percurso, eu sinto tanto essa distância.
São anos passados que não vivi, que não vi a barriga que crescia e a vida que se iniciava, não vi os cabelos ficando grisalhos, os amores que foram esquecidos e os amores que se iniciavam, o tempo que eu não vivi me faz tanta falta. E hoje tenho em mim muita sobra da falta do tempo. Estou longe de mim, estou lá e volto ao primeiro amor que descobri ao ver tantos corações vermelhos enfeitando o convite da visita, e sou levada pela vontade de crescer. Ainda "tenho 15 anos sou morena e linda e amo e não me amam e tenho amor ainda", estou no colégio recitando Joaquim Manoel de Macedo, sou a mais apaixonada leitora. Faz sol e deitada no gramado leio Os Miseráveis, me viro e olho pela janela coberta por grades esta chovendo e na falta de sol me ponho melancólica e respiro a falta de amor, a falta dos cheiros, a falta do dialogo, a falta do compromisso, a falta de irmos na igreja aos domingos, a falta da família que me ama e me espera. Choro a falta da liberdade que abri mão ao me prender em mim, ser egoísta que sou. São dias apenas dias, horas e segundos...para ver meu leãozinho que me beija e me chama tiaaa.
E choro e me junto à chuva e juntas choramos a falta.
Aqui me falta sol. E sobra tudo o que falta.
"Só, porém, não mais livre. Abriu mão de tudo pela própria liberdade, dê mais um passo abre mão da própria liberdade e tudo te será devolvido" Jean Paul Sartre
Agonizando no equilibrio
Eu me sinto tentada, e me revolto. Estou disposta a me libertar de mim mas a prisão a qual quero um lugar está congestionada e não cabe mais.
Estou vivendo o ensaio sobre a cegueira e o ensaio sobre a lucidez está se distanciando a cada dia que nos aproximamos, estou cega e absolvida e o que quero é bater a sua porta e dizer "prenda-me".
Do baú dos chás inventados eu pego o chá do sonho mais doce e misturo um toque de limão, tomo uma caneca e fico fora de órbita decidindo se permaneço ou pulo da ponte do impossível. Estou apaixonada e a loucura não tem asas. Permaneço.
Os ecos do Toc Toc já silenciaram e ainda assim ouço. Ouço porque estou sempre viajando nas asas da poesia mais simples. Me encho de todas as formas de Tédio e preciso de conteúdo, penso em você e quase não me controlo, sou toda Romance e meu roteiro está agonizando no equilibrio.
Você não está aqui. Fato. Então, idiota que sou, mergulho na inventada solidão e tomo um chá de amor, pego o homem duplicado na minha biblioteca imaginária e me lembro das duas faces de janeiro e das frias flores de abril.
Agora, apenas mais uma do clã da casa de chá. E em tom de conversa discutimos um lugar chamado liberdade e no exagero das palavras entramos no paraíso veloz do drama e do desejo, nas palavras noturnas somos beleza e tristeza. Sempre no extremo entre a mentira e a ironia.
Entre o pouco e o nada, fico com o nada.
São ecos que perturbam a minha cabeça. Como que aconteceu? Eu não sei. Quem vai dizer tchau? ou tornar real? Quem vai? Na direção do seu caminho eu vou.
Estou na travessia de Eva expulsa do paraíso do "eu", e é um milagre a luz que vem de ti traz tudo o que eu sempre quis. Caramba, estou aqui e tenho a pressa que nunca tive. Quanto terei que esperar pra dizer "mãe, é ELE".
Eu me sinto por demais tentada.
Estou vivendo o ensaio sobre a cegueira e o ensaio sobre a lucidez está se distanciando a cada dia que nos aproximamos, estou cega e absolvida e o que quero é bater a sua porta e dizer "prenda-me".
Do baú dos chás inventados eu pego o chá do sonho mais doce e misturo um toque de limão, tomo uma caneca e fico fora de órbita decidindo se permaneço ou pulo da ponte do impossível. Estou apaixonada e a loucura não tem asas. Permaneço.
Os ecos do Toc Toc já silenciaram e ainda assim ouço. Ouço porque estou sempre viajando nas asas da poesia mais simples. Me encho de todas as formas de Tédio e preciso de conteúdo, penso em você e quase não me controlo, sou toda Romance e meu roteiro está agonizando no equilibrio.
Você não está aqui. Fato. Então, idiota que sou, mergulho na inventada solidão e tomo um chá de amor, pego o homem duplicado na minha biblioteca imaginária e me lembro das duas faces de janeiro e das frias flores de abril.
Agora, apenas mais uma do clã da casa de chá. E em tom de conversa discutimos um lugar chamado liberdade e no exagero das palavras entramos no paraíso veloz do drama e do desejo, nas palavras noturnas somos beleza e tristeza. Sempre no extremo entre a mentira e a ironia.
Entre o pouco e o nada, fico com o nada.
São ecos que perturbam a minha cabeça. Como que aconteceu? Eu não sei. Quem vai dizer tchau? ou tornar real? Quem vai? Na direção do seu caminho eu vou.
Estou na travessia de Eva expulsa do paraíso do "eu", e é um milagre a luz que vem de ti traz tudo o que eu sempre quis. Caramba, estou aqui e tenho a pressa que nunca tive. Quanto terei que esperar pra dizer "mãe, é ELE".
Eu me sinto por demais tentada.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O efêmero da vida
Todos os ontens foram guardados, os ontens que tomados foram por desejos inimagináveis, fantasias atrevidas e ocultas, aprisionado foi o passado e começa hoje a projetar um esboço de um futuro melhor. Incondicionalmente livre, livre de amarras, livre da moralidade e do puritanismo que atormentaram os dias que agora não passam de recordações trancadas no baú que o poeta nomeou memória.
Os sentidos que corroeram a alma passaram, provando assim à efemeridade das coisas inexistentes, são meros problemas imaginários. O insolúvel se resolve diante dos olhos. É só um tempo para sentir que os sentidos todos serão restaurados para novamente serem corroídos no circulo vicioso do relógio, tempo que adoece e tempo que cura, em qual tempo estás?
Amontoado de sentimentalismo, hostilidades não desejadas, silêncios ensurdecedores, enfim, o efêmero. Tudo simplesmente passa, passa como as nuvens acinzentadas que choram as dores dos homens que seguem com a esperança de um novo dia surgir e com ele as cores do arco-íris. Mas são apenas escolhas, apenas caminhos. É sentido tudo tão eterno tudo tão passageiro. Faz parte os amores que ferem, são apenas momentos de uma vida que efêmera passa diante do olhar do poeta que abre e fecha o baú das lembranças a cada abrir e fechar dos olhos. São emoções, atrações, traições, decepções e tudo mais. Nada mais passageiro que os sentidos, sempre mudando. Enquanto isso o coração segue sempre escravo dos sentimentos nômades que não ficam nem passam.
Pensam ser livres, mas não passam de mutantes orbitando no vago do tempo que passa como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento, e deságua sempre no mesmo baú que se abre e se fecha a cada abrir e fechar dos olhos do poeta que enterrado ficou nas palavras das páginas dos livros que escreveu.E liberto é, e eterno será a cada virar das mesmas páginas sob os atentos olhos daqueles que buscam entender o sentido dos sentimentos que não passam e nem ficam. Prisioneiros do amor não vivido corroem as grades da cela com o calado choro solitário do coração que clama por liberdade, mas tudo é tão efêmero que o amor passa e muda. E é de amor que o poeta escreve a cada impulso que se liberta dos pulsos na certeza que amanhã é outro dia e vai passar como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento...que um dia o poeta ousou guardar no baú da memória.
Srtª Clau ♥
Os sentidos que corroeram a alma passaram, provando assim à efemeridade das coisas inexistentes, são meros problemas imaginários. O insolúvel se resolve diante dos olhos. É só um tempo para sentir que os sentidos todos serão restaurados para novamente serem corroídos no circulo vicioso do relógio, tempo que adoece e tempo que cura, em qual tempo estás?
Amontoado de sentimentalismo, hostilidades não desejadas, silêncios ensurdecedores, enfim, o efêmero. Tudo simplesmente passa, passa como as nuvens acinzentadas que choram as dores dos homens que seguem com a esperança de um novo dia surgir e com ele as cores do arco-íris. Mas são apenas escolhas, apenas caminhos. É sentido tudo tão eterno tudo tão passageiro. Faz parte os amores que ferem, são apenas momentos de uma vida que efêmera passa diante do olhar do poeta que abre e fecha o baú das lembranças a cada abrir e fechar dos olhos. São emoções, atrações, traições, decepções e tudo mais. Nada mais passageiro que os sentidos, sempre mudando. Enquanto isso o coração segue sempre escravo dos sentimentos nômades que não ficam nem passam.
Pensam ser livres, mas não passam de mutantes orbitando no vago do tempo que passa como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento, e deságua sempre no mesmo baú que se abre e se fecha a cada abrir e fechar dos olhos do poeta que enterrado ficou nas palavras das páginas dos livros que escreveu.E liberto é, e eterno será a cada virar das mesmas páginas sob os atentos olhos daqueles que buscam entender o sentido dos sentimentos que não passam e nem ficam. Prisioneiros do amor não vivido corroem as grades da cela com o calado choro solitário do coração que clama por liberdade, mas tudo é tão efêmero que o amor passa e muda. E é de amor que o poeta escreve a cada impulso que se liberta dos pulsos na certeza que amanhã é outro dia e vai passar como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento...que um dia o poeta ousou guardar no baú da memória.
Srtª Clau ♥
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
os gritos do passado
Nos últimos dias estou andando no limite, naquela linha que separa o tempo e nem vejo mais passado, presente e futuro, tudo se funde e confunde os pensamentos, e o passado tem gritado fortemente à minha porta, são só palavras e eu não consigo senti-las, não porque eu não queira, já não sei o que fazer com elas, são como se fossem um livro guardado há muito tempo e quando foi lido lá atrás nos dias da descoberta de um NÓS a história fazia sentido, e agora não passa de palavras soltas sem nexo com a realidade, o passado insiste em bater na porta, mas o livro foi guardado e lê-lo novamente pra quê? Se há um universo de palavras para serem absorvidas e vividas, e o hoje fica confuso porque o ontem é doce e bom mas era amargo e azedo, a felicidade do ontem é uma mentira de que gostamos.
Como pode voltar se o tempo é uma linha reta?
Quero viver outros sabores, degustar outros pratos, descobrir novas palavras e novas definições, mas em meio à todas as vontades o passado grita e eu paro para ouvir e já nem sei porque continuar se quando havia um NÓS os dias simplificam o TODO.
Muitas pessoas dizem " a vida dá voltas", pois creio fielmente que não, a vida não dá voltas ela segue e quem acertou nas escolhas segue com a vida, quem errou ficará no circulo e não conhecerá o que realmente é a vida, até que seja resgatado pelo passado ou pelo futuro. E tudo é uma questão de tempo.
Como pode voltar se o tempo é uma linha reta?
Quero viver outros sabores, degustar outros pratos, descobrir novas palavras e novas definições, mas em meio à todas as vontades o passado grita e eu paro para ouvir e já nem sei porque continuar se quando havia um NÓS os dias simplificam o TODO.
Muitas pessoas dizem " a vida dá voltas", pois creio fielmente que não, a vida não dá voltas ela segue e quem acertou nas escolhas segue com a vida, quem errou ficará no circulo e não conhecerá o que realmente é a vida, até que seja resgatado pelo passado ou pelo futuro. E tudo é uma questão de tempo.
E quando eu pedi um tempo você disse "quem dá tempo é relógio", o tempo que me foi negado durou muito tempo, e agora vem de muitos ontens à invadir meu hoje para gritar que todo esse tempo longe só te deixou mais perto, olha só meu bem, não sei o que motivou suas escolhas mas mais uma vez escolheu errado, e eu sinto muito mas agora não sinto nada.
(já fui NÓS, mas hoje SOU apenas o eu)
sábado, 20 de novembro de 2010
E eu quis você
O que faço é provocar, nada é intencional, mas meus desejos não me deixam em paz. Eu sei não é fácil resistir a alguém que sabe exatamente o que quer.
E eu quis você.
Não leve a mal e nem pense em me julgar
nada é intencional, mas eu vi você caminhando despreocupado
e eu quis você
não quis querer, não me leve a mal
a tua pele me chamava
você nem me notou
passou tão perto, a culpa não foi sua
mas eu quis você
e o desejo não me deixa em paz
te procurei e provoquei
e o que faço é provocar
garoto eu sei que não é fácil resistir alguém que sabe o que quer
e eu quis você...
E eu quis você.
Não leve a mal e nem pense em me julgar
nada é intencional, mas eu vi você caminhando despreocupado
e eu quis você
não quis querer, não me leve a mal
a tua pele me chamava
você nem me notou
passou tão perto, a culpa não foi sua
mas eu quis você
e o desejo não me deixa em paz
te procurei e provoquei
e o que faço é provocar
garoto eu sei que não é fácil resistir alguém que sabe o que quer
e eu quis você...
(e agora não quero mais...)
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