sábado, 24 de setembro de 2011

o silêncio é todo externo

As palavras se prendem e o silêncio é todo externo. Meus pensamentos, o presidio. Eu me faço carcereira enquanto o sono não vem.
Quando a fumaça negra do medo cerca meu pequeno universo, eu mutante, me transformo. E o silêncio é todo externo.
Isto é só o medo, o medo de perder o que  nunca poderei ter. O medo estimulante exato para a falta da confiança. A confiança que não pode ser plantada e regada. A confiança nasce apenas na certeza do amor, como o amor da mãe com o filho. Ah! E como saber se há amor em nós?
Lentamente depois de um sono conturbado por demônios, as palavras vão se soltando mecanicamente e preenchem novamente o dicionário de um universo. È tudo tão claro, não há o porquê do medo, não há como fugir do que virá. Aceitar é o verbo, meio e fim, e o silêncio é todo interno.
No escuro da confusão tudo se perde menos o medo, este só se vai embora quando a aceitação chega para dar luz ao presente . Realmente é bem melhor viver o presente do que perambular entre os vales da imaginação porque eles podem ser a perdição do homem e aí o silêncio fica todo externo.

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