E no meio da festa estranha com gente esquisita me vem o garçom com sua bandeija e diz: - Problemas?
E eu: - Sim por favor!
...um problema recente foi a solução, isso porque as pessoas precisam do que elas menos têm. Estava cansada de estar tão Zen, e quis complicar, me deixei entrar no meio da bagunça, até me perder. Se perder também é um caminho.
Estava gastando o outono bebendo vinho em minha própria companhia, ser egoísta que sou. Então, em um momento de distração sai olhar o resto do mundo, então o olhar dele veio ao encontro do meu e trouxe a claridade da superfície para meus dias enCLAUsurados. E o tempo foi passando e a claridade foi ficando cada vez mais forte, compartilhei meu vinho com ele, e gostei de ter outro cheiro além do meu a se espalhar pela casa verde.
O outono se foi, e lá fora o termômetro registra as noites mais frias do inverno catarinense, e apesar disso as noites para mim são quentes. Feliz do homem que sabe que as pessoas precisam do que elas menos têm.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
hora do chá
Nós ouvimos Rosa Tatooada, e foi com os olhos a nossa comunicação. Sem drama, sem crise, apenas pele e tudo o mais que ainda virá.
"as pessoas precisam do que elas menos tem"
Uma vez não entendia muito bem essa frase, agora entendo mas não importa e como disse Adams "realmente não importa. É como um sonho do passado, ou do futuro."
Passei muito tempo ocupada não fazendo nada sem saber que podia deixar isso para depois, poderei fazer isso quando for velha e sábia (ahahaha).
...poderei ter longas horas para desfrutar dos prazeres do chá...provarei todo o chá da China.
"as pessoas precisam do que elas menos tem"
Uma vez não entendia muito bem essa frase, agora entendo mas não importa e como disse Adams "realmente não importa. É como um sonho do passado, ou do futuro."
Passei muito tempo ocupada não fazendo nada sem saber que podia deixar isso para depois, poderei fazer isso quando for velha e sábia (ahahaha).
...poderei ter longas horas para desfrutar dos prazeres do chá...provarei todo o chá da China.
Fiz como Eva e mordi a maçã
Enfim, livre.
Minha mãe me disse "filha, não vale a pena perder tempo com preconceitos, não vale a pena não tentar, não vale a pena se privar, porque enquanto nos prendemos a vida está a solta voando para longe de nós..."
BEM, ela sabe das coisas. Então, sorri e disse: "oi Clau" rsrsrsrs
"ela viu em um único instante toda a infinidade da criação e viu a si mesmo em relação a tudo..."
Realmente não quero chegar ao FIM DO UNIVERSO sem nem ao menos ter vivido...
Decidi fazer como Eva e morder a maçã, e me senti miseravelmente feliz, bem feliz.
Livre, e mais do que nunca pronta para me deixar prender novamente. Como cantava Renato "eu me apaixono todo dia"... é quase isso, mas não é.
ME APAIXONE!!!!!
...ACONTECEU ASSIM...
Festa estranha com gente esquisita...ela era de leão e ele...conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...eles trocaram telefone e decidiram se encontrar....e a vontade crescia como tinha de ser.
Clau Bezerra
Minha mãe me disse "filha, não vale a pena perder tempo com preconceitos, não vale a pena não tentar, não vale a pena se privar, porque enquanto nos prendemos a vida está a solta voando para longe de nós..."
BEM, ela sabe das coisas. Então, sorri e disse: "oi Clau" rsrsrsrs
"ela viu em um único instante toda a infinidade da criação e viu a si mesmo em relação a tudo..."
Realmente não quero chegar ao FIM DO UNIVERSO sem nem ao menos ter vivido...
Decidi fazer como Eva e morder a maçã, e me senti miseravelmente feliz, bem feliz.
Livre, e mais do que nunca pronta para me deixar prender novamente. Como cantava Renato "eu me apaixono todo dia"... é quase isso, mas não é.
ME APAIXONE!!!!!
...ACONTECEU ASSIM...
Festa estranha com gente esquisita...ela era de leão e ele...conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...eles trocaram telefone e decidiram se encontrar....e a vontade crescia como tinha de ser.
Clau Bezerra
domingo, 8 de maio de 2011
Bem feliz
Fim de semana movimentado...
Recebi a visita da minha continua continuação,...e fiquei BEM FELIZ!!!
Eu contei uma história pra ela, só pra relembrar os tempos, quando ela era a minha platéia.
É impressionante como algumas pessoas se eternizam em nossa vida, uma parte de mim se foi com ela, minha amiga, irmã, psicológa, centenária, mestre e aprendiz...
Franchesca minha bruxinha, estou expondo isso tudo para que você saiba que meus melhores sorrisos são pra você.
...o tempo passa e só fica quem realmente importa, quem faz a diferença em nossos dias movimentados ou monótonos. Acho que amar é isso é ficar e deixar que alguém fique quando o tempo passa!
mães do gato!
Recebi a visita da minha continua continuação,...e fiquei BEM FELIZ!!!
Eu contei uma história pra ela, só pra relembrar os tempos, quando ela era a minha platéia.
É impressionante como algumas pessoas se eternizam em nossa vida, uma parte de mim se foi com ela, minha amiga, irmã, psicológa, centenária, mestre e aprendiz...
Franchesca minha bruxinha, estou expondo isso tudo para que você saiba que meus melhores sorrisos são pra você.
...o tempo passa e só fica quem realmente importa, quem faz a diferença em nossos dias movimentados ou monótonos. Acho que amar é isso é ficar e deixar que alguém fique quando o tempo passa!
mães do gato!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Hoje é o primeiro dia
Hoje é o primeiro dia
Algum tempo atrás enterrei minha caixinha de sentimentos. Acreditei cegamente que não havia tempo. Sem lágrimas e sem palavras, juntei o amor e coloquei junto com o livro que desenhei o futuro nosso, lacrei a caixinha e enterrei bem no fundo da memória. E segui.
O tempo veio devagar, são quase três anos desde então. E Hoje simplesmente chorei. Foi a primeira vez que ouvi a trilha sonora daquilo que deveria ser um fim, mas não foi. Lembrei-me dos detalhes daquela conversa, como se fosse ontem, aquelas vozes tristemente emocionadas proferindo desejos de um futuro melhor, éramos nós e ao fundo no rádio tocava:
“E Agora vai e não olhe pra tras
Que você fique em paz
No calor do Sol
E agora vai, porque a noite está trazendo a escuridão
E mesmo assim sinto seu coração
Pois foi você que me ensinou amar”.
Chorei porque finalmente descobri que enterrei o amor ainda vivo, e nesse tempo todo ele se alimentou de ausências, de faltas, e bebeu as lágrimas que nem ao menos foram derramadas. E a distância não é nada, quando de fato nunca partiu. Ao enterrar o amor aprisionei e congelei a imagem sua dentro da minha caixinha de sentimentos. E sinto novamente o amargo do egoísmo. Me declaro culpada quis matar o amor. Eternizá-lo. Agora é tarde, e a imagem do amor desbotou assim como o livro onde foi desenhado um futuro para nós, não há restauração.
E como diz a música o que nos resta é:
”Viver como a lua e o sol
E não mais te encontrar”
Algum tempo atrás enterrei minha caixinha de sentimentos. Acreditei cegamente que não havia tempo. Sem lágrimas e sem palavras, juntei o amor e coloquei junto com o livro que desenhei o futuro nosso, lacrei a caixinha e enterrei bem no fundo da memória. E segui.
O tempo veio devagar, são quase três anos desde então. E Hoje simplesmente chorei. Foi a primeira vez que ouvi a trilha sonora daquilo que deveria ser um fim, mas não foi. Lembrei-me dos detalhes daquela conversa, como se fosse ontem, aquelas vozes tristemente emocionadas proferindo desejos de um futuro melhor, éramos nós e ao fundo no rádio tocava:
“E Agora vai e não olhe pra tras
Que você fique em paz
No calor do Sol
E agora vai, porque a noite está trazendo a escuridão
E mesmo assim sinto seu coração
Pois foi você que me ensinou amar”.
Chorei porque finalmente descobri que enterrei o amor ainda vivo, e nesse tempo todo ele se alimentou de ausências, de faltas, e bebeu as lágrimas que nem ao menos foram derramadas. E a distância não é nada, quando de fato nunca partiu. Ao enterrar o amor aprisionei e congelei a imagem sua dentro da minha caixinha de sentimentos. E sinto novamente o amargo do egoísmo. Me declaro culpada quis matar o amor. Eternizá-lo. Agora é tarde, e a imagem do amor desbotou assim como o livro onde foi desenhado um futuro para nós, não há restauração.
E como diz a música o que nos resta é:
”Viver como a lua e o sol
E não mais te encontrar”
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Mais uma dele
“Uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço....”
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
"E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar"...
Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
Caio Fernando Abreu
''Vai menina, fecha os olhos.
Solta os cabelos. Joga a vida.
Como quem não tem o que perder.
Como quem não aposta. Como quem brinca somente. ''
Caio Fernando Abreu
O que tem de ser, tem muita força. Ninguém precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?
Caio Fernando Abreu
mas o real não se modifica. E o real, parece meio grosso dito assim, mas no fundo é isso mesmo (…)”
Caio Fernando Abreu
Eu não sei se essa é sua intenção, mas você está me fazendo perceber q eu posso ser feliz sem você. Diz q me ama, mas suas atitudes só me provam o contrário. Não vou esperar você decidir se me quer ou não na sua vida. Tenho muita coisa aqui pra te oferecer, mas sabe o q é? Sou incompleta, também preciso receber. Portanto, não se assuste se um dia eu acordar com a capacidade de te olhar nos olhos, sorrir e dizer adeus.
Caio Fernando Abreu
“A impressão que tenho é que nunca vai passar… Que a cicatriz não fecha… Que só de esbarrar, sangra."
Caio Fernando Abreu
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Caio Fernando Abreu
“Uma coisa é certa: está tudo errado.”
Caio Fernando Abreu
Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
Caio Fernando Abreu
''Vai menina, fecha os olhos.
Solta os cabelos. Joga a vida.
Como quem não tem o que perder.
Como quem não aposta. Como quem brinca somente. ''
Caio Fernando Abreu
O que tem de ser, tem muita força. Ninguém precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?
Caio Fernando Abreu
mas o real não se modifica. E o real, parece meio grosso dito assim, mas no fundo é isso mesmo (…)”
Caio Fernando Abreu
Eu não sei se essa é sua intenção, mas você está me fazendo perceber q eu posso ser feliz sem você. Diz q me ama, mas suas atitudes só me provam o contrário. Não vou esperar você decidir se me quer ou não na sua vida. Tenho muita coisa aqui pra te oferecer, mas sabe o q é? Sou incompleta, também preciso receber. Portanto, não se assuste se um dia eu acordar com a capacidade de te olhar nos olhos, sorrir e dizer adeus.
Caio Fernando Abreu
“A impressão que tenho é que nunca vai passar… Que a cicatriz não fecha… Que só de esbarrar, sangra."
Caio Fernando Abreu
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Caio Fernando Abreu
“Uma coisa é certa: está tudo errado.”
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 25 de março de 2011
o amor é um gostar a dois
E quem é que ousa falar de amor?
tempos modernos
o amor é demodê como cantou Renato Russo...
-eu ouso!
...
Ela sabia, ou melhor seu coração de mulher sabia. enfim, a confirmação. Quem procura acha, clichê. Mas é, fato concreto. A dor seguida de desespero, acompanhada do choro que fazia doer o coração do próprio Escultor do Himalaia. E aquele sentimento apertava-se e a sensação era de não mais poder viver.
A verdade de todas as coisas trouxe a raiva.
Sim, foi maldade. Ela suspirava e seu choro agudo fazia-me calar e eu sinceramente quis chorar também. Minha pele estava arrepiada e comovida pela dor alheia. Ela, ainda chorando, me pergunta "e eu, o que é que eu faço?", eu fico em silêncio, não sabia o que lhe dizer e fiquei envergonhada. Depois de algum tempo falei "o que é que pode ser feito quando tudo já foi feito?".
Descontrole. Dor. Caras e bocas demonstravam a imensa vontade de chorar até morrer desidratada. Olhava tudo em silêncio, queria dizer "coragem menina", mas qualquer som quebraria o momento da dor da verdade. Ela chora e perco o chão. Ela confusa pronuncia algumas palavras perdidas entre lágrimas e soluços. sua dor penetrava meu coração como uma estaca no coração de um vampiro e me tirava o ar.
Enfim, quando precisei usar palavras não usei, quis dizer que abandonasse "o outro lá", que ele nunca esteve presente para ela como ela estava pra ele, então nada perderia, mas não fiz.
Quem não sabe o que quer em um relacionamento é porque não quer, experiência própria.
A verdade só se mostrou em um momento carnavalesco, mas esteve há tempos se escondendo em praça pública. Me calei. Ela chora. Eu sei que vai passar, ela não.
Abandono as palavras e ofereço meu abraço, é só. Bem sei que, o amor é um gostar a dois´, caso contrário é apenas entretenimento.
Vai passar...
tempos modernos
o amor é demodê como cantou Renato Russo...
-eu ouso!
...
Ela sabia, ou melhor seu coração de mulher sabia. enfim, a confirmação. Quem procura acha, clichê. Mas é, fato concreto. A dor seguida de desespero, acompanhada do choro que fazia doer o coração do próprio Escultor do Himalaia. E aquele sentimento apertava-se e a sensação era de não mais poder viver.
A verdade de todas as coisas trouxe a raiva.
Sim, foi maldade. Ela suspirava e seu choro agudo fazia-me calar e eu sinceramente quis chorar também. Minha pele estava arrepiada e comovida pela dor alheia. Ela, ainda chorando, me pergunta "e eu, o que é que eu faço?", eu fico em silêncio, não sabia o que lhe dizer e fiquei envergonhada. Depois de algum tempo falei "o que é que pode ser feito quando tudo já foi feito?".
Descontrole. Dor. Caras e bocas demonstravam a imensa vontade de chorar até morrer desidratada. Olhava tudo em silêncio, queria dizer "coragem menina", mas qualquer som quebraria o momento da dor da verdade. Ela chora e perco o chão. Ela confusa pronuncia algumas palavras perdidas entre lágrimas e soluços. sua dor penetrava meu coração como uma estaca no coração de um vampiro e me tirava o ar.
Enfim, quando precisei usar palavras não usei, quis dizer que abandonasse "o outro lá", que ele nunca esteve presente para ela como ela estava pra ele, então nada perderia, mas não fiz.
Quem não sabe o que quer em um relacionamento é porque não quer, experiência própria.
A verdade só se mostrou em um momento carnavalesco, mas esteve há tempos se escondendo em praça pública. Me calei. Ela chora. Eu sei que vai passar, ela não.
Abandono as palavras e ofereço meu abraço, é só. Bem sei que, o amor é um gostar a dois´, caso contrário é apenas entretenimento.
Vai passar...
terça-feira, 15 de março de 2011
Nudez sentimental
A quebra do silêncio. A xícara quebrada. O resto do chá que molhava o chão. A falta.
O espírito da noite enquanto ainda era dia. Nada além de uma xícara quebrada e da ausência de som.
É sempre um beijo que antecede a traição. Caos. Humilhação. O poder das palavras. Os gritos ecoando pela casa. A ferida. Como uma vaca, eu remoi a história várias vezes antes de engolir e digerir. Enquanto agonizava, expulsa do meu Éden que era meu paraíso particular, estava só. Sem Adão, sem Eva, sem nada. Um ser que já não era, um coração sem fluxo, sem vida, sem esperança. Era só matéria inanimada, era o corpo que ocupava o espaço. Deixava-me morrer. Mas ainda vivia, pois ainda sentia as dores da vida, e o mar descia dos meus olhos em abundancia, e como um maremoto trazia o caos, que destruía a aldeia dos sonhos, e causava medo. Sim, medo! O medo do amanhã, o medo de não saber as respostas para aquelas perguntas que virão, o medo de não ser mais ninguém, o medo de admitir a farsa que involuntariamente fui coadjuvante. O Choro vinha silencioso e constante. Turbulências ocupavam o espaço na minha mente, e tudo era o tempo, relógio quebrado, calendário queimado, e ainda assim era o tempo. A verdadeira face do outro foi revelada, e minha face não sabia como ficaria se o que eu exibia era o sorriso maroto de uma ilusão? Deixei-me cair ao chão, e quebrada como uma xícara permaneci. Não sei de fato adormeci, ou apenas me perdi nos tempos dos dias entardecidos, onde as noites eram coloridas ao som do violão, e toda a casa era nada mais que euforia. Bons tempos esses que brincava de sombra madrugada a fora, que fazia trilha na chuva, bons tempos sonhados, tempo perdido e achado, mas essa ideia trouxe-me o despertar. Abri os olhos murchos e inchados. Tudo estava exatamente como sempre fora, mas também nada mais era igual. Como cantou Belchior “...a mente é diferente...”
O silêncio e a xícara quebrada eram os únicos a me fazer companhia. Olhei os cacos espalhados ao chão, e nascia aí um novo “eu”, incomum. Eu era meu chá, também a xícara, e eu era a vida que me fugia. Como pude me doar tanto a ponto de quase nem existir mais?
Engraçado como o palhaço já não tinha graça.
E uma sensação de estar nua. Sim, nua. Nudez sentimental. Não havia dor, nem culpa, nem amor, nem ódio, não havia nada. Nada além de mim. Estava liberta. Insuportavelmente livre. Então é isso? ... a liberdade de não querer saber, e eu que sempre soube que não sabia. Agora sei. Pela primeira vez em toda a vida me sentia livre dos sentimentos que me seguiam como uma sombra, uma sombra que estava prestes a me roubar a alma.
E foi assim que simplesmente choveu dentro de mim. E senti-me aliviada.
Sorri ao caminhar para a vida que brotava em mim, não precisava mais forjar sorrisos e essa realidade me fazia sorrir como uma criança que não se envergonhava da sua Nudez.
Srtª Clau Bezerra
O espírito da noite enquanto ainda era dia. Nada além de uma xícara quebrada e da ausência de som.
É sempre um beijo que antecede a traição. Caos. Humilhação. O poder das palavras. Os gritos ecoando pela casa. A ferida. Como uma vaca, eu remoi a história várias vezes antes de engolir e digerir. Enquanto agonizava, expulsa do meu Éden que era meu paraíso particular, estava só. Sem Adão, sem Eva, sem nada. Um ser que já não era, um coração sem fluxo, sem vida, sem esperança. Era só matéria inanimada, era o corpo que ocupava o espaço. Deixava-me morrer. Mas ainda vivia, pois ainda sentia as dores da vida, e o mar descia dos meus olhos em abundancia, e como um maremoto trazia o caos, que destruía a aldeia dos sonhos, e causava medo. Sim, medo! O medo do amanhã, o medo de não saber as respostas para aquelas perguntas que virão, o medo de não ser mais ninguém, o medo de admitir a farsa que involuntariamente fui coadjuvante. O Choro vinha silencioso e constante. Turbulências ocupavam o espaço na minha mente, e tudo era o tempo, relógio quebrado, calendário queimado, e ainda assim era o tempo. A verdadeira face do outro foi revelada, e minha face não sabia como ficaria se o que eu exibia era o sorriso maroto de uma ilusão? Deixei-me cair ao chão, e quebrada como uma xícara permaneci. Não sei de fato adormeci, ou apenas me perdi nos tempos dos dias entardecidos, onde as noites eram coloridas ao som do violão, e toda a casa era nada mais que euforia. Bons tempos esses que brincava de sombra madrugada a fora, que fazia trilha na chuva, bons tempos sonhados, tempo perdido e achado, mas essa ideia trouxe-me o despertar. Abri os olhos murchos e inchados. Tudo estava exatamente como sempre fora, mas também nada mais era igual. Como cantou Belchior “...a mente é diferente...”
O silêncio e a xícara quebrada eram os únicos a me fazer companhia. Olhei os cacos espalhados ao chão, e nascia aí um novo “eu”, incomum. Eu era meu chá, também a xícara, e eu era a vida que me fugia. Como pude me doar tanto a ponto de quase nem existir mais?
Engraçado como o palhaço já não tinha graça.
E uma sensação de estar nua. Sim, nua. Nudez sentimental. Não havia dor, nem culpa, nem amor, nem ódio, não havia nada. Nada além de mim. Estava liberta. Insuportavelmente livre. Então é isso? ... a liberdade de não querer saber, e eu que sempre soube que não sabia. Agora sei. Pela primeira vez em toda a vida me sentia livre dos sentimentos que me seguiam como uma sombra, uma sombra que estava prestes a me roubar a alma.
E foi assim que simplesmente choveu dentro de mim. E senti-me aliviada.
Sorri ao caminhar para a vida que brotava em mim, não precisava mais forjar sorrisos e essa realidade me fazia sorrir como uma criança que não se envergonhava da sua Nudez.
Srtª Clau Bezerra
quinta-feira, 10 de março de 2011
Do livro Comer Rezar Amar
Frases do livro: comer rezar amar
“Nunca use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios.”
“O que eu sei é o seguinte: estou exausta com as consequências cumulativas de uma vida de escolhas apressadas e paixões caóticas.”
“Período de celibato voluntário...”
“Minha única pergunta é: Por que perguntar?”
“Permanecer no presente exige que a pessoa se concentre inteiramente em um só ponto.”
“O local de descanso da mente é o coração.”
“Um conselho: tente não se desmoronar o tempo todo ou então isso se torna um hábito.”
“Fé é mergulhar de cabeça e em velocidade total rumo à escuridão.”
“O que funcionou ontem nem sempre funciona hoje.”
“O que eu posso dizer, gente? A culpa me cai muito bem.”
“A única coisa entre mim e Deus era... nada.”
“Leve o tempo que precisar para sarar, mas não esqueça de um dia compartilhar o seu coração com outra pessoa.”
“...repentinamente sou transportada pelo portal do universo e levada ao centro da palma da mão de Deus.”
“Todos sabem que a gota se mistura ao oceano, mas poucos sabem que o oceano se mistura à gota.”
"Podia me sentir despencar através de sucessivas camadas de ilusão..."
“Sou apenas uma arisca (antevasin), nem isto nem aquilo-, uma aprendiz da fronteira em eterna mutação...”
“Meu caminho até Deus é um gato solto em uma gaiola de pombos, e eu sou o gato-mas também sou os pombos a se esgoelarem quando são pegos.”
"Sem ver o mundo através do intelecto, mas sim olhando para o mundo através do coração.”
“Deixe sua consciência ser seu guia.”
“Os excluídos se perdem numa órbita vazia”
“sou um bolo recém saído do forno e preciso de mais tempo para esfriar para ser confeitado.”
“Perder o equilíbrio às vezes por amor faz parte de uma vida equilibrada.”
“... talvez eu esteja apenas esteja gostando muito desta fase surreal da minha vida, porque estou me apaixonado, e isso faz o mundo parecer delicioso, por mais insana que seja a sua realidade.”
“Você é o perfeito caracol: Carrega sua casa nas costas.”
“O que ainda me resta aprender sobre a futilidade da preocupação?”
“...passar um tempo sem falar, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes.”
“Nunca use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios.”
“O que eu sei é o seguinte: estou exausta com as consequências cumulativas de uma vida de escolhas apressadas e paixões caóticas.”
“Período de celibato voluntário...”
“Minha única pergunta é: Por que perguntar?”
“Permanecer no presente exige que a pessoa se concentre inteiramente em um só ponto.”
“O local de descanso da mente é o coração.”
“Um conselho: tente não se desmoronar o tempo todo ou então isso se torna um hábito.”
“Fé é mergulhar de cabeça e em velocidade total rumo à escuridão.”
“O que funcionou ontem nem sempre funciona hoje.”
“O que eu posso dizer, gente? A culpa me cai muito bem.”
“A única coisa entre mim e Deus era... nada.”
“Leve o tempo que precisar para sarar, mas não esqueça de um dia compartilhar o seu coração com outra pessoa.”
“...repentinamente sou transportada pelo portal do universo e levada ao centro da palma da mão de Deus.”
“Todos sabem que a gota se mistura ao oceano, mas poucos sabem que o oceano se mistura à gota.”
"Podia me sentir despencar através de sucessivas camadas de ilusão..."
“Sou apenas uma arisca (antevasin), nem isto nem aquilo-, uma aprendiz da fronteira em eterna mutação...”
“Meu caminho até Deus é um gato solto em uma gaiola de pombos, e eu sou o gato-mas também sou os pombos a se esgoelarem quando são pegos.”
"Sem ver o mundo através do intelecto, mas sim olhando para o mundo através do coração.”
“Deixe sua consciência ser seu guia.”
“Os excluídos se perdem numa órbita vazia”
“sou um bolo recém saído do forno e preciso de mais tempo para esfriar para ser confeitado.”
“Perder o equilíbrio às vezes por amor faz parte de uma vida equilibrada.”
“... talvez eu esteja apenas esteja gostando muito desta fase surreal da minha vida, porque estou me apaixonado, e isso faz o mundo parecer delicioso, por mais insana que seja a sua realidade.”
“Você é o perfeito caracol: Carrega sua casa nas costas.”
“O que ainda me resta aprender sobre a futilidade da preocupação?”
“...passar um tempo sem falar, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes.”
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