A falta de sol te deixa sentimental? Eu confundo melancolia com depressão, você não?
A calmaria cessou no momento em que abriu a porta que estava fechada quando o outro chegou, demorou. A estação passou e no abrir da porta o frio entrou, abalando a casa mais segura de todas as casas. Não havia fogo aceso, havia o medo e alguns chás aquecedores de almas, eram ervas de todos os sabores. O frio incendiou o coração do poeta que chorou por ter a liberdade de não ir nem vir.
Enganando a si mesmo seguiu na direção oposta ao próprio coração, fechou os olhos da alma e falsificou uma verdade, mais uma pra sua coleção. Transformou em rocha o que era areia, e se se afundou na superfície tentando fugir dos dias que ouvia o Toc Toc do bater na porta, que por medo não abriu, e o silêncio agora é tormento e nada mais.
Não quer compartilhar com ninguém o seu lado mais covarde de quem um dia matou a possibilidade de viver um “NÓS” e desatar os nós que só amarram ao “eu”, então foge de si ao olhar-se no espelho, és apenas uma face condenada a seguir em frente, sempre aos pedaços, no escuro e sombrio de uma "quase" e nada mais.
O frio entrou na casa que antes era protegida pelo calor do “eu”, e o tempo da estação é dedicado à buscar novos sentidos, novas palavras e descobrir novos chás para acabar com o frio que invade sempre com mais força.
É chegado o tempo de aprender, é chegado o tempo de aquecer...
Aceita um chá? mais nada? nada mais! apenas um chá.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
tempo de aprender
A falta de sol deixava-a sentimental, os chorosos dias choravam as dores da menina que não chorava, controlava o sentimentalismo para não se expor ao fracasso e novamente ter seu coração partido, as feridas ainda estavam cicatrizando não podia correr o risco de mais uma vez morrer. Dedicava seus dias a curar-se. A difícil e árdua tarefa de ressuscitar do reino da decepção. Decepcionada foi ao amar demais. Ela sabia que o amor é um vicio que quando se perde o controle na maioria das vezes é muito tarde pra voltar, e como um viciado, ela estava no período de abstinência.
Esse é o momento de aprender, é o tempo de fazer escolhas, a hora de mergulhar nas prioridades e esquecer o resto, fechar o baú e guardar a chave. Ao menos isso é o que ela acreditava se não fosse à estranha criatura que perturbava seus dias, não mais que pensamentos, a falta de coragem, a covardia de abrir a porta e deixar os raios de sol entrar para dar nova vida. Os raios de sol que se limitavam à varanda, e o frio dos chorosos dias escureciam a casa, as lâmpadas acesas a clarear o medo e os sentimentos de insatisfação ao olhar as feridas que traziam a feiúra para aquele coração medroso da menina que não chorava. Criatura dos dias, dos meses, de todo o tempo não atropelado.
Não mais errar, não mais se perder em vícios, não mais esquecer da prudência da decência, jeito indecente de amar, finalmente aprendeu que se é preciso manter em segredo um relacionamento este é o sinal que nunca deveria entrar nele. Aprendeu que se é necessário esconder é porque algo está errado, assim como Adão e Eva envergonhados esconderam sua nudez, que boba, parece que não aprendeu a lição que foi como Judas “que é sempre um beijo que antecede a traição”.
Esse é o momento de aprender, é o tempo de fazer escolhas, a hora de mergulhar nas prioridades e esquecer o resto, fechar o baú e guardar a chave. Ao menos isso é o que ela acreditava se não fosse à estranha criatura que perturbava seus dias, não mais que pensamentos, a falta de coragem, a covardia de abrir a porta e deixar os raios de sol entrar para dar nova vida. Os raios de sol que se limitavam à varanda, e o frio dos chorosos dias escureciam a casa, as lâmpadas acesas a clarear o medo e os sentimentos de insatisfação ao olhar as feridas que traziam a feiúra para aquele coração medroso da menina que não chorava. Criatura dos dias, dos meses, de todo o tempo não atropelado.
Não mais errar, não mais se perder em vícios, não mais esquecer da prudência da decência, jeito indecente de amar, finalmente aprendeu que se é preciso manter em segredo um relacionamento este é o sinal que nunca deveria entrar nele. Aprendeu que se é necessário esconder é porque algo está errado, assim como Adão e Eva envergonhados esconderam sua nudez, que boba, parece que não aprendeu a lição que foi como Judas “que é sempre um beijo que antecede a traição”.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O efêmero da vida
Todos os ontens foram guardados, os ontens que tomados foram por desejos inimagináveis, fantasias atrevidas e ocultas, aprisionado foi o passado e começa hoje a projetar um esboço de um futuro melhor. Incondicionalmente livre, livre de amarras, livre da moralidade e do puritanismo que atormentaram os dias que agora não passam de recordações trancadas no baú que o poeta nomeou memória.
Os sentidos que corroeram a alma passaram, provando assim à efemeridade das coisas inexistentes, são meros problemas imaginários. O insolúvel se resolve diante dos olhos. É só um tempo para sentir que os sentidos todos serão restaurados para novamente serem corroídos no circulo vicioso do relógio, tempo que adoece e tempo que cura, em qual tempo estás?
Amontoado de sentimentalismo, hostilidades não desejadas, silêncios ensurdecedores, enfim, o efêmero. Tudo simplesmente passa, passa como as nuvens acinzentadas que choram as dores dos homens que seguem com a esperança de um novo dia surgir e com ele as cores do arco-íris. Mas são apenas escolhas, apenas caminhos. É sentido tudo tão eterno tudo tão passageiro. Faz parte os amores que ferem, são apenas momentos de uma vida que efêmera passa diante do olhar do poeta que abre e fecha o baú das lembranças a cada abrir e fechar dos olhos. São emoções, atrações, traições, decepções e tudo mais. Nada mais passageiro que os sentidos, sempre mudando. Enquanto isso o coração segue sempre escravo dos sentimentos nômades que não ficam nem passam.
Pensam ser livres, mas não passam de mutantes orbitando no vago do tempo que passa como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento, e deságua sempre no mesmo baú que se abre e se fecha a cada abrir e fechar dos olhos do poeta que enterrado ficou nas palavras das páginas dos livros que escreveu.E liberto é, e eterno será a cada virar das mesmas páginas sob os atentos olhos daqueles que buscam entender o sentido dos sentimentos que não passam e nem ficam. Prisioneiros do amor não vivido corroem as grades da cela com o calado choro solitário do coração que clama por liberdade, mas tudo é tão efêmero que o amor passa e muda. E é de amor que o poeta escreve a cada impulso que se liberta dos pulsos na certeza que amanhã é outro dia e vai passar como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento...que um dia o poeta ousou guardar no baú da memória.
Srtª Clau ♥
Os sentidos que corroeram a alma passaram, provando assim à efemeridade das coisas inexistentes, são meros problemas imaginários. O insolúvel se resolve diante dos olhos. É só um tempo para sentir que os sentidos todos serão restaurados para novamente serem corroídos no circulo vicioso do relógio, tempo que adoece e tempo que cura, em qual tempo estás?
Amontoado de sentimentalismo, hostilidades não desejadas, silêncios ensurdecedores, enfim, o efêmero. Tudo simplesmente passa, passa como as nuvens acinzentadas que choram as dores dos homens que seguem com a esperança de um novo dia surgir e com ele as cores do arco-íris. Mas são apenas escolhas, apenas caminhos. É sentido tudo tão eterno tudo tão passageiro. Faz parte os amores que ferem, são apenas momentos de uma vida que efêmera passa diante do olhar do poeta que abre e fecha o baú das lembranças a cada abrir e fechar dos olhos. São emoções, atrações, traições, decepções e tudo mais. Nada mais passageiro que os sentidos, sempre mudando. Enquanto isso o coração segue sempre escravo dos sentimentos nômades que não ficam nem passam.
Pensam ser livres, mas não passam de mutantes orbitando no vago do tempo que passa como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento, e deságua sempre no mesmo baú que se abre e se fecha a cada abrir e fechar dos olhos do poeta que enterrado ficou nas palavras das páginas dos livros que escreveu.E liberto é, e eterno será a cada virar das mesmas páginas sob os atentos olhos daqueles que buscam entender o sentido dos sentimentos que não passam e nem ficam. Prisioneiros do amor não vivido corroem as grades da cela com o calado choro solitário do coração que clama por liberdade, mas tudo é tão efêmero que o amor passa e muda. E é de amor que o poeta escreve a cada impulso que se liberta dos pulsos na certeza que amanhã é outro dia e vai passar como o rio que passa e corre nas discretas corredeiras rumo ao mar do esquecimento...que um dia o poeta ousou guardar no baú da memória.
Srtª Clau ♥
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Um chá pra curar o coração dos poetas
Sei que não existe mais nada a fazer a não ser recolher os sonhos e dar adeus aos dias, aqueles que foram nossos e agora não são mais, tomo meu caminho assim como tomo meus chás, os chás que me ajudam a viver e a ser, hoje tomo um chá de bom senso para que eu não me perca em vontades, mas bem gostaria que o chá fosse de sumiço e em nuvens azuis subir ao céu e misturar-me com as nuvens. É tarde e eu sinto frio em meu corpo mas em alma sou devastada por um incêndio, e o incêndio tem nome o mesmo nome que foi dado a ti quando ainda não era nascido, aqueço-me com o chá, mas ainda melancolica permaneço e a culpa é sua, já que tenho que culpar alguém, que seja você.
Um fracasso amoroso nada mais e meus sentimentos todos você descartou, ai eu tive que inventar os chás para aliviar as dores, chás que me permitem viajar por universos paralelos e esquecer os dias, e me sinto farta de saudades porque eu trago a distância daqueles que me amam e quase já nem tenho pulmão, trago também a aflição do adeus, trago os dias que não são meus nem seus. Decidiu se aventurar e me libertar, e me fez eterna prisioneira do amor não vivido.
E pra aliviar a dor eu tomo chá e subo em minha carruagem guiada por cavalos marinhos que me levam ao profundo mar, e me levam sem bússola, sem rota, sem rumo...eu vou abrindo as porteiras como nos velhos tempos fazia na fazenda.
Ainda sou criança com medo, ainda sou criança no tempo, ainda sou a mesma na mutação do espaço. A prisioneira sem direito ao sol e justo eu que sou girassol, e é por todas as coisas que nunca falamos é que eu ando por aí levada por cavalos marinhos sempre à procurar um novo chá na intenção de curar o coração dos poetas que assim como eu adoeceram. Mais um chá antes de dormir, eu sei já é tarde e irei me recolher, mas não antes de quebrar os relógios e rasgar os calendários... chove e temos todo o tempo do mundo na ampulheta dos sonhos, malditos sonhos que recolherei ao amanhecer, mas é noite e como um girassol meus olhos procuram os seus, sol de outro lugar. Caminho em meio ao mar, águas salgadas? Suor dos corpos? Lágrimas?
..."tão só, não mais livre", como falou Sartre. Enfim, brindemos à liberdade.
Um fracasso amoroso nada mais e meus sentimentos todos você descartou, ai eu tive que inventar os chás para aliviar as dores, chás que me permitem viajar por universos paralelos e esquecer os dias, e me sinto farta de saudades porque eu trago a distância daqueles que me amam e quase já nem tenho pulmão, trago também a aflição do adeus, trago os dias que não são meus nem seus. Decidiu se aventurar e me libertar, e me fez eterna prisioneira do amor não vivido.
E pra aliviar a dor eu tomo chá e subo em minha carruagem guiada por cavalos marinhos que me levam ao profundo mar, e me levam sem bússola, sem rota, sem rumo...eu vou abrindo as porteiras como nos velhos tempos fazia na fazenda.
Ainda sou criança com medo, ainda sou criança no tempo, ainda sou a mesma na mutação do espaço. A prisioneira sem direito ao sol e justo eu que sou girassol, e é por todas as coisas que nunca falamos é que eu ando por aí levada por cavalos marinhos sempre à procurar um novo chá na intenção de curar o coração dos poetas que assim como eu adoeceram. Mais um chá antes de dormir, eu sei já é tarde e irei me recolher, mas não antes de quebrar os relógios e rasgar os calendários... chove e temos todo o tempo do mundo na ampulheta dos sonhos, malditos sonhos que recolherei ao amanhecer, mas é noite e como um girassol meus olhos procuram os seus, sol de outro lugar. Caminho em meio ao mar, águas salgadas? Suor dos corpos? Lágrimas?
..."tão só, não mais livre", como falou Sartre. Enfim, brindemos à liberdade.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ao amigo oculto
Nunca gostei do que é trivial. Não sou nada futil e desde cedo aprendi que a futilidade não liberta. Então como presentear-me?
Pra o meu amigo oculto eu tenho algumas sugestões:
Pra o meu amigo oculto eu tenho algumas sugestões:
- Eu quero um cofre, para que nele eu possa guardar todos os meus pensamentos e preservá-los ainda que num futuro bem distante.
- Quero a receita dos melhores sorrisos. Para assim contagiar aqueles que me rodeiam e espantar a tristeza.
- Quero uma dose de simplicidade e outra de calmaria, para que os problemas do cotidiano diminuam deixando mais espaço para as soluções.
- Eu gosto de café, mas de presente quero um chá,um chá que cause esquecimento aos sentimentos ruins, e que ao final de cada dia eu possa tomá-lo e dormir com o coração na paz.
- Quero quem sabe uma viagem, então pode me dar uma passagem de ida rumo a Pasargada, porque lá sou amigo do rei.
- Quero um baú para que nele eu possa guardar todos os dias bons e as alegrias compartilhadas para revivê-las quando sentir vontade.
- Quero também um pé de coelho, um trevo de quatro folhas e uma ferradura, para que a sorte sempre esteja comigo.
- Quero um frasco mágico que tenha nele todos os cheiros do mundo, para que em dias de solidão eu possa sentir o cheiro do amor do Escultor do Himalaia e saber que nunca estou só, nos dias saudosistas quero sentir o cheiro da mulher mais linda que vigiou meu sono quando ainda era criança, que nos dias de discórdia tenha o cheiro da paz, que nos dias de felicidade tenha o cheiro do agradecimento para com aquele que se doou para que pudessemos ainda viver, que nos dias cinzas e tristonhos tenha o cheiro da verde esperança, pois a esperança é o que traz sentido à vida.
- Meu amigo espero que não esteja achando que isso é impossivel, mas se caso estiver, saiba que também tenho fome e podes me dar um prato, um prato do mais sincero amor, afinal, já estou farta de saborear apenas o amargo da ilusão.
- Ou quem sabe possamos beber uma taça do suave vinho da amizade?
- Me desculpe as tantas vezes que contigo falhei ao me expressar, afinal, nós humanos não sabemos nos comunicar, então quem sabe possa me dar a Cartilha que ensine a amar o próximo como a si mesmo.
- Quero também um kg de criatividade para que nos dias de guerra eu possa fazer a diferença.
- Ah! Eu estou precisando de um manual, deve ser bem barato, é o manual do vigia, para que eu possa aprender a vigiar os dias de paz e não deixar a guerra me pegar desprevinida.
- São tantas as coisas que estou precisando, que qualquer que seja seu presente será mesmo útil, mas gostaria de ressaltar que o que mais preciso é SABEDORIA, para que possa tratar meus semelhantes sempre com cordialidade, sempre com honestidade, com igualdade, se caso não souber onde encontrar, procure pelo Rei Salomão soube que ele sabe onde e com quem conseguir.
- Caríssimo amigo secreto ou oculto como preferir ser chamado, acredite que tudo isto é possível, e não ria de minhas palavras, pois se todos tivessem uma dose de poesia e um pouco do espirito de criança, assim como eu tenho, saberiam que a vida é mesmo um sonho e acordar é envelhecer.
- Obrigada pela intençao de presentear-me.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
em noites chuvosas te lembro ainda mais
e com o barulho da chuva eu adormeço nas lembranças do teu cheiro e do gosto do seu sorriso mais abobado... e sempre que em dias de chuva tua imagem vem sem que eu a chame com a intençao de me perturbar eu penso que não há outra música para definir como trilha sonora dessa lembrança tão saudosa se não aquela do leãozinho..."gosto muito de você leãozinho ,caminhando sob o sol leãozinho, tua pele tua luz tua juba..." e eu simplesmente adoro o seu cabelo e o seu Todo... Te gosto tanto que nem gosto de lembrar, afinal, você já está lá pra outra pessoa, e como disse o Renato "eu vejo você se apaixonando outra vez, eu fico com a saudade e você com outro alguém..."
Penso que quando chega a hora, simplesmente aceitar é o que melhor podemos fazer, melhor mesmo é não mergulhar no fundo do poço para não correr o risco de se afogar, então por mais que o amor ainda queime em altas fogueiras não se pode parar de viver, AS PESSOAS SEGUEM, É ISSO O QUE ELAS FAZEM: ELAS TENTAM, e estou tentando, controlando o impulso de sair correndo atrás de você e do seu "sorriso bobo que me faz sorrir". É amor só pode, e ainda é amor mesmo que mude.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Malbek
Aqueles tão esperados "dias melhores" finalmente chegaram. As pessoas que passavam podiam ver a felicidade exibida naquele sorriso bobo de olhar inocente, não restava dúvida alguma de que era a felicidade sendo compartilhada.Do frio, sentia apenas o vento que fazia dançar seus californiados cabelos, "Um dia perfeito"como cantou Cachorro Grande, "e a felicidade depende de tão pouco" ela pensou. Enfim, a escadaria rotineira ela subiu, parecia flutuar nos pensamentos, parou em frente à porta para encontrar a chave que a libertava do mundo, voltou alguns passos e sentou-se na escada, aquele cheiro não queria calar, o cheiro que a embriagava. "Malbek, é meu vinho favorito", muita coincidência, não?
os gritos do passado
Nos últimos dias estou andando no limite, naquela linha que separa o tempo e nem vejo mais passado, presente e futuro, tudo se funde e confunde os pensamentos, e o passado tem gritado fortemente à minha porta, são só palavras e eu não consigo senti-las, não porque eu não queira, já não sei o que fazer com elas, são como se fossem um livro guardado há muito tempo e quando foi lido lá atrás nos dias da descoberta de um NÓS a história fazia sentido, e agora não passa de palavras soltas sem nexo com a realidade, o passado insiste em bater na porta, mas o livro foi guardado e lê-lo novamente pra quê? Se há um universo de palavras para serem absorvidas e vividas, e o hoje fica confuso porque o ontem é doce e bom mas era amargo e azedo, a felicidade do ontem é uma mentira de que gostamos.
Como pode voltar se o tempo é uma linha reta?
Quero viver outros sabores, degustar outros pratos, descobrir novas palavras e novas definições, mas em meio à todas as vontades o passado grita e eu paro para ouvir e já nem sei porque continuar se quando havia um NÓS os dias simplificam o TODO.
Muitas pessoas dizem " a vida dá voltas", pois creio fielmente que não, a vida não dá voltas ela segue e quem acertou nas escolhas segue com a vida, quem errou ficará no circulo e não conhecerá o que realmente é a vida, até que seja resgatado pelo passado ou pelo futuro. E tudo é uma questão de tempo.
Como pode voltar se o tempo é uma linha reta?
Quero viver outros sabores, degustar outros pratos, descobrir novas palavras e novas definições, mas em meio à todas as vontades o passado grita e eu paro para ouvir e já nem sei porque continuar se quando havia um NÓS os dias simplificam o TODO.
Muitas pessoas dizem " a vida dá voltas", pois creio fielmente que não, a vida não dá voltas ela segue e quem acertou nas escolhas segue com a vida, quem errou ficará no circulo e não conhecerá o que realmente é a vida, até que seja resgatado pelo passado ou pelo futuro. E tudo é uma questão de tempo.
E quando eu pedi um tempo você disse "quem dá tempo é relógio", o tempo que me foi negado durou muito tempo, e agora vem de muitos ontens à invadir meu hoje para gritar que todo esse tempo longe só te deixou mais perto, olha só meu bem, não sei o que motivou suas escolhas mas mais uma vez escolheu errado, e eu sinto muito mas agora não sinto nada.
(já fui NÓS, mas hoje SOU apenas o eu)
sábado, 20 de novembro de 2010
E eu quis você
O que faço é provocar, nada é intencional, mas meus desejos não me deixam em paz. Eu sei não é fácil resistir a alguém que sabe exatamente o que quer.
E eu quis você.
Não leve a mal e nem pense em me julgar
nada é intencional, mas eu vi você caminhando despreocupado
e eu quis você
não quis querer, não me leve a mal
a tua pele me chamava
você nem me notou
passou tão perto, a culpa não foi sua
mas eu quis você
e o desejo não me deixa em paz
te procurei e provoquei
e o que faço é provocar
garoto eu sei que não é fácil resistir alguém que sabe o que quer
e eu quis você...
E eu quis você.
Não leve a mal e nem pense em me julgar
nada é intencional, mas eu vi você caminhando despreocupado
e eu quis você
não quis querer, não me leve a mal
a tua pele me chamava
você nem me notou
passou tão perto, a culpa não foi sua
mas eu quis você
e o desejo não me deixa em paz
te procurei e provoquei
e o que faço é provocar
garoto eu sei que não é fácil resistir alguém que sabe o que quer
e eu quis você...
(e agora não quero mais...)
Palavra
Limito-me ao silêncio,
vazio e sombrio,
o silêncio e o som
são eles a palavra,
calados!
Tumba de paz
Pausa te dou,
essência e carne,
não é calar-se estar em silencio???
protótipo de mal criada.
Ruídos, silêncios,
objetiva comigo.
subjetiva contigo.
nada afirmo ou nego,
não quero convencer-te ou ser convencida, quero só ser.
formula silencial
dá sentido ao silencio,
não busque em mim palavra
perdida ou achada,
manifeste-se! Palavra .
vazio e sombrio,
o silêncio e o som
são eles a palavra,
calados!
Tumba de paz
Pausa te dou,
essência e carne,
não é calar-se estar em silencio???
protótipo de mal criada.
Ruídos, silêncios,
objetiva comigo.
subjetiva contigo.
nada afirmo ou nego,
não quero convencer-te ou ser convencida, quero só ser.
formula silencial
dá sentido ao silencio,
não busque em mim palavra
perdida ou achada,
manifeste-se! Palavra .
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