segunda-feira, 31 de maio de 2010

memórias tensas

Era eu, um povoado e um tranquilo pulsar da vida no campo. O amor um antídoto contra o tédio, absolvição as minhas loucuras e recapturar o respeito por mim.Tantos são meus desejos turbulentos, você é a ideia daquilo que não posso ter. Depois que se toma o vinho a garrafa se esvazia. Renunciar a tudo. Tem quem seja a parte que ama e logo aprenderei a ser a parte que aceita o amor, é um método para não reviver o monstro.


Algum tempo atrás deixei o povoado, nova cidade, habitar a lua, na quietude me coloquei. Livre interpretação de mundo. Mudar? Libertar-se.

...Temos que nos bastar... sem mais...
 
Veio pra cá, quis me ver.
Mudo de telefone, mudo de email, excluo outros modos de me encontrar, faço tudo pra esquecer, não sei do mundo o mundo não sabe de mim.
Pinto as unhas de vermelho, escrevo poemas, bebo vinho, tenho um gato (se chama Detlef), tive algumas paixões todas vazias, dei de ouvir pagode (vai passaar rsrsrs), leio muito, não vejo tv, são essas coisas que você não sabe, entretanto ainda gosto de ver filmes e filosofar, ainda odeio sertanejo e amo Legião, durmo tarde, tomo chimarrão, nunca mais usei o cabelo como você gostava, sempre que faço bolo de chocolate lembro você todo lambuzado como uma criança a me abraçar...são lembranças a me assombrar...tanta coisa queria te contar, às vezes me flagro pensando na fazenda dos nossos sonhos, na qual educariamos nosso pequeno "peão". Saudade da simplicidade que trazia para minha vida. Mas amar? Não te amo mais...nem menos...
Quis me ver...
Parabéns pra mim que resisti a tentação de atirar-me aos braços do passado.
Olho tua superficie e me atiro à minha profundidade.
Longe de casa eu continuo sorrindo, vejo o novo sem marcas, a superficie brilha e cega, o escuro da profundidade me faz ver mais....
o tempo passou a menina passou...
parabéns pra mim, sem mais...

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