sexta-feira, 21 de maio de 2010
ser, que julgava inteiro ser
Palavras atrapalham. Recuso-me a gritar. São as primeiras horas da manhã de inverno, esqueço o mundo, o mundo me esquece. Ainda em desjejum tomo meu chá do esquecimento. No vácuo, olho a linha do horizonte, ouço Renato, três boas semanas, o dia começou e o resto é nada. Livre, leve, voo alto, num mundo imaginário, vagueio por terra de sonhos. Me perco. Olho em volta as peças do quebra-cabeças que sou eu, estão espalhadas pelo chão da casa verde da escadaria, desfeita estou. Me recomponho. Junto as partes e tento monta-lo. Ser que julgava inteiro ser. No calor do meu inverno, toque e sabor se fundem. Culpa e insensatez ,confundem. Com este olhar soturno perdi-me da estação...já não vejo primavera, inverno, outono nem verão...
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário