sábado, 15 de maio de 2010

Livre, somos

Numa vaga ideia de paraíso perdido, me permito ficar, não sou humano nem animal, sou a consequencia do ato, o que não queres não insistirei. Em todos os atos há sim o livre arbítrio, mesmo que num momento de impulso, o homem que não é mais inocente pode decidir, "fazer a escolha". O amor pra mim é um estado exótico, como Morris disse " não gosto dos penosos compromissos do amor normal", faço minhas palavras.
Meu amor e meu ódio é você, meu amor é quando em seu peito me sinto confortável como uma gata domesticada, me lanço em ardores e me perco no impulso do sangue no tumulto do calor da cama, meu ódio é quando me faz sentir como uma sereia que involuntariamente atrai o pescador e ele por sua vez não faz uso de nenhum livre arbítrio.Me revolta. Já gastei demasiado de mim mesma nesse ensaio sobre o amor.
Sem te seduzir, nem te prender, pescador, Te amo. E você é livre,e voe por todo mar e volte aqui pro meu peito.

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