Penso em escrever um milhão de coisas e quando começo escrever sempre acabo falando apenas do "eu" que há em mim. Nada de novo, só o velho se reformando para permanecer por mais um tempo perturbando.
Não sou mais criança para me iludir mas é inegavel que dizer não ao "momento" não é fácil. Logo, o momento passa e o que fica é o que vem depois, e esse depois é o frio da ausência.
Eu sou a minha realidade, faço escolhas. E não escolhi a ausência. Preciso mais de mim.
Qunado criança aprendemos que não devemos entrar no rio quando não dá pé, eu sei que não sei nadar. Ainda lembro da superficie clara como a luz do sol. E faz tempo que afundo nas águas do teu rio, eu não sei nadar. E no escuro do profundo sonhei com uma música que fazia pra mim, o nome da música era experiência, dizia: "experimentei você e não tem como não viciar". É estranho falar em sonhos porque eu escolhi o real, e por isso guardo os sonhos no travesseiro sempre que acordo.
"Quando passamos o nosso tempo imaginando (criando) alguém para os nossos olhos nós não enxergamos as pessoas que realmentem existem."
As vezes fico no silêncio e mesmo assim ouço sua voz implicando comigo, eu sorrio e penso estar ficando louca. Simplesmente não sei o que me faz gostar tanto de você, e o que eu tenho é o que fica, o que eu tenho é o frio que não muda com a estação.
Então pego o telefone e na madrugada te ligo , você não atende. E o que eu preciso é de um chá para aquecer o frio que traz a ausência.
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