Ela era antiga. Ela era enigmática, ainda jovem era a velha dos cem anos de solidão. A pureza dos olhos dela desmentia os traços mascarados na face, era como se duas criaturas semelhantemente fortes brigassem dentro de si, e é claro que o mal sempre ganhava as batalhas por ser mais sedutor. Ela apresentava o abismo com um sorriso no canto da boca e um charme irresistivel nos olhos e isso não era bom. Como não poderia ser a mente atraída pelo malévolo? Como um monge é atraído pela verdade. Infelizmente todos os homens deveriam saber que não há verdades exatas. Mas, ainda assim ela permanecia magnética e indecifrável, típica Capitu. Era sempre assim , dúvidas e medos afastavam o sono. A história não era completa para o historiador, faltava a peça chave e esta era indefinível, e como definição nunca foi necessário, ele simplesmente se deixava ser levado...
( brincando de escrever no dia 28/01)
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