sábado, 17 de julho de 2010

Em meio à tudo, saudades Detlefianas

São dias...alguns dias para não pensar em nada. Saudades Detlefianas me fazem um pouco infeliz.Não ouço nenhuma  canção que me alegra ou me deprimi, essa falta de sentido me deixa confusa, as canções todas me fazem te lembrar. A falta de trilha sonora me faz esquecer a musicalidade que bailava no teu peito, quando os corpos estavam em harmonia. Nenhuma canção por dias, esqueço o tempo, viajo em devaneios, descobertas em meio às cobertas da estação, estação que passa rompendo amarras conduzindo para o caminho das estrelas como fez Van Gogh (puro drama rsrsrs). È inverno, dias triviais, enfim deixando de lado as dúvidas para dar um pouco de espaço para as certezas, esperando tudo do pouco que se multiplica se refazer.E em meio à tudo, saudades Detlefianas me corroem.
Livros, estudo e vinho para esquecer, esquecer o frio que faz lá fora, esquecer a estação que traz  frieza para as pessoas, do frio ao calor, apenas um passo. Toda a exatidão complica trazendo simplicidade, são apenas dias... me policio para não falar nem pensar, são dias e mais dias no processo de equilíbrio vital.
Esta tarde, li , vi, ouvi ou mesmo sonhei , enfim, qualquer sentido me fez pensar na nossa geração, geração silenciosamente gritante,que  mostra tudo para não mostrar nada, o mundo moderno brutalizado pela solidão do amor. E tem quem goste de amores frívolos,e viva amores carnavalescos, e tem quem ame o impalpavel assim como eu, fantasmas idealizando amores, totalmente lírico e eu que achava mais interessante o épico. Nas cobertas das descobertas me vi personagem metafórica, enganada por mim mesma, em meio ao mistério indecifravel do homem.Me lembro vagamente que uma vez Humberto Mauro disse cinema é cachoeira, por mais que olhemos o fundo não vemos começo nem fim, assim são os homens, transmutando.
 São dias de reflexão sobre amor e tolerância, e quando Renato cantava "E hoje em dia como é que se diz eu te amo?"... finalmente entendi à que ele se referia...
 São dias, cheios dias que me roubam o tempo, não me permitindo pensar... cansativos dias que me fazem dormir sem nenhuma cápsula vermelha... o pouco tempo que penso...penso no azul dos olhos do meu melhor Detlef... felino das botas pretas...
Desvio meus pensamentos todos, não quero lembrar de nenhum sorriso perturbador... mutante que não soube me amar.


...preciso da música e do verde da erva, porque esta sou eu criadora de personagens metafóricos, amante dos livros, preciso do drama, da trama, gosto mesmo é de comédias melancólicas, não tenho humor pra ignorância cotidiana, não me perco nas vulgaridades das baladas. A prisão da liberdade custa caro.







                                                                                           (Detlef )

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