Não gosto dessa manipulação sentimentalista, sou molenga, prefiro nem ouvir nada, não quero explicações nem dar nem receber, a simples ideia de explicar-se já dá a noção de culpa, mas culpa, ninguém tem culpa. Esse sentimento ruim que me toma e os ciumes são todos meus, ninguém provoca, são eles provocados, esse afeto que lhes deposito é exatamente o que me afeta, permaneço afetada, e o que vem depois??? Vem aquilo que não se pode falar, e essa invasão de silêncio me deixa assim cada dia mais instável, por Deus não vejo a hora disso terminar. Não quero que questinonem meus silencios, silencio é o grito, silencio é tortura, silencio é o amor que não se humilha, poderia viver sem amor, mas não poderia viver sem dignidade. Eis aqui um registro de ciúme territorial,
insolúvel. Não sei o porquê me importo se Deus deu o livre arbítrio, não cabe a mim julgar. Simples assim, como dizia Maquiavel, os fins justificam os meios, e para se chegar onde se quer "mate seus inimigos e se preciso os amigos". Quão horrível é olhar a coisa toda por esse prisma, como essa cegueira me deixa doente, "a necessidade de destruir o amor era o próprio amor porque amor também é a luta contra o amor" sábias palavras de Lispector, sentimentos desordeiros tomam-me a razão, este é o amor ruim, inútil. E mesmo assim será que estou livre para ter raiva???
Aprendendo. E assim sendo, sinto raiva, e é absurdo sentir liberdade com um ato não praticado mas tão cruelmente inspirado, finalmente estou encontrando a linguagem alheia e perdendo a minha própria, e quero voltar , bem sei que não vale a pena alimentar demônios...
Preciso respirar o ar puro que a distância oferece, e pesar atos e consequências.
São apenas dias para serem esquecidos e rasgados do calendário.
Aprendendo. E assim sendo, sinto raiva, e é absurdo sentir liberdade com um ato não praticado mas tão cruelmente inspirado, finalmente estou encontrando a linguagem alheia e perdendo a minha própria, e quero voltar , bem sei que não vale a pena alimentar demônios...
Preciso respirar o ar puro que a distância oferece, e pesar atos e consequências.
São apenas dias para serem esquecidos e rasgados do calendário.

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