A verdade de todas as coisas. A verdade levanta-se de sua inércia e grita em meus ouvidos, estava a ouvir a melodia da solidão, e o grito da verdade fez-me acordar daquele costumeiro jeito vago de um sonho que já me acompanhava há quase um ano inteiro. As palavras da verdade me pegaram sozinha e desprotegida, nem houve uma batalha, e em silêncio a verdade gritou e ganhou. Pensei nas palavras de Steinbeck "não posso lutar com minha ignorância contra o possível conhecimento...", e era um dos seus a contar-me a verdade das coisas, ao som da tristeza que invadia meus ouvidos, também podia ver as palavras a zombarem dos sentimentos meus. Não chega a incomodar o fato de um dos seus sentir alegria ao roubar-me toda a felicidade que exibia nos olhares mais sinceros. A melodia se desfez juntamente com a felicidade, simplesmente porque o compasso da cantiga era o meu coração que acelerava a cada abrir e fechar dos olhos quando a imagem sua invadia o meu Todo. Doía a tal verdade de todas as coisas, inexplicável as palavras frias e malévolas que as pessoas podem proferir com um sorriso mortífero. Um dos seus conseguiu com a frieza das palavras mais sutis abrir-me uma imensidão de horizontes ao me acertar o coração da alma. A verdade de todas as coisas já não gritava, mas bloqueava todos os caminhos com as notas mais tristes, eu tive medo. Tive medo porque sempre soube que a verdade de todas as coisas mataria a esperança, eu tive medo porque ao acordar perdi o mundo que conhecia, um outro mundo mundo se faz necessário. Não entendo a real necessidade de que meus olhos e ouvidos conhecessem a verdade de todas as coisas se quando na ignorância os dias eram mais amigáveis. Preciso da melodia, preciso sentir o compasso a fundir com o meu corpo, preciso para que o traiçoeiro silêncio não venha atormentar. Preciso aprender a conviver com a verdade de todas as coisas, meus problemas são apenas meus, os sentidos se recuperarão, certamente transparecer a fraqueza em nada ajudará. Seguirei rumo ao novo, afinal o que mais resta a fazer? Uns dias de nova solidão.
E como é que é a solidão quando a verdade de todas as coisas matou um coração ao deixá-lo sem esperança e sem melodia?
antes a dor da verdade do que a companhia da mentira.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
se não tem solução está resolvido!
Eu, personagem ou não, acredito mesmo nos sentidos, e se eu sinto eu VOU mais e mais...
pra perto ou pra longe...
e de ti já estou tão longe e melancolica....Será que entendo tudo errado?
Será que outro sorvete vai me deixar melhor?
Será que só você, pessoa ausente, tem esse poder?
Amo-te intensamente a cada dia, e a ausencia que nos distancia só alimenta a vontade, e talvez te ame ainda mais...em silencio te amo, em vão te amo. Não quero, mas preciso de um chá do esquecimento.
Minha mãe disse: "filha, você precisa seguir, é isso que as pessoas fazem".(acho que ela viu isso num episódio do Gray's)
Mergulho no mar dos meus livros, não há o que fazer além de deixar o tempo corroer o sentimento, e como eu sempre digo, se não tem solução tá resolvido.
pra perto ou pra longe...
e de ti já estou tão longe e melancolica....Será que entendo tudo errado?
Será que outro sorvete vai me deixar melhor?
Será que só você, pessoa ausente, tem esse poder?
Amo-te intensamente a cada dia, e a ausencia que nos distancia só alimenta a vontade, e talvez te ame ainda mais...em silencio te amo, em vão te amo. Não quero, mas preciso de um chá do esquecimento.
Minha mãe disse: "filha, você precisa seguir, é isso que as pessoas fazem".(acho que ela viu isso num episódio do Gray's)
Mergulho no mar dos meus livros, não há o que fazer além de deixar o tempo corroer o sentimento, e como eu sempre digo, se não tem solução tá resolvido.
Será que eu entendo tudo errado?
Semana de cão esta que passou...
Hoje, começa tudo outra vez, ainda estou um caos. Por quê? Por quê?
por que me encho de perguntas e não de respostas, por que me flagro pensando sempre no mesmo sorriso, com os mesmos problemas, com as mesmas noticias...
Será que entendo tudo errado?
Será???
ai Deus, é anormal, é surreal.
Me fazem parecer o vivente mais absurdo tanto quanto o Fantastico Mundo de Bob, lembram do desenho?
Eu sou normal pra mim, anormal são algumas atitudes minhas, como por exemplo ficar perto de quem não me faz bem, e aí se reúne muitos dos meus tão delicados e complicados porquês, "Kant já dizia que o ser humano não consegue ver as coisas como elas realmente são", até por que cada um ve com um olhar, mas parece que o meu jeito é o mais esquizofrenico.
Será que nem existo, será que sou mesmo um personagem tal qual Bob?
Será que eu te fiz real e tu não me fez?
Será que eu não sei amar? Será que sou uma Shakesperiana apaixonada?
Eu posso até ter criado você, e tê-lo tornado real apenas na minha realidade, mas podes escolher teus caminhos, é isso que eu penso.
E no meio de todo o drama, a semana já começou melhor, pois de todos os quereres, quis apenas um sorvete.
Será que se eu lesse isso buscaria o inexistente das entrelinhas e associaria um simples sorvete à coisas gélidas da vida?
Será mesmo que entendo tudo errado?
O sorvete que eu quis era do sabor "sensação", acho que sou mesmo dos sentidos.
Hoje, começa tudo outra vez, ainda estou um caos. Por quê? Por quê?
por que me encho de perguntas e não de respostas, por que me flagro pensando sempre no mesmo sorriso, com os mesmos problemas, com as mesmas noticias...
Será que entendo tudo errado?
Será???
ai Deus, é anormal, é surreal.
Me fazem parecer o vivente mais absurdo tanto quanto o Fantastico Mundo de Bob, lembram do desenho?
Eu sou normal pra mim, anormal são algumas atitudes minhas, como por exemplo ficar perto de quem não me faz bem, e aí se reúne muitos dos meus tão delicados e complicados porquês, "Kant já dizia que o ser humano não consegue ver as coisas como elas realmente são", até por que cada um ve com um olhar, mas parece que o meu jeito é o mais esquizofrenico.
Será que nem existo, será que sou mesmo um personagem tal qual Bob?
Será que eu te fiz real e tu não me fez?
Será que eu não sei amar? Será que sou uma Shakesperiana apaixonada?
Eu posso até ter criado você, e tê-lo tornado real apenas na minha realidade, mas podes escolher teus caminhos, é isso que eu penso.
E no meio de todo o drama, a semana já começou melhor, pois de todos os quereres, quis apenas um sorvete.
Será que se eu lesse isso buscaria o inexistente das entrelinhas e associaria um simples sorvete à coisas gélidas da vida?
Será mesmo que entendo tudo errado?
O sorvete que eu quis era do sabor "sensação", acho que sou mesmo dos sentidos.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Diálogo dos sonhos
-O amor machuca!
-Não seria melhor se todos amassemos do mesmo jeito?
-Não!
-Por que não? Aí saberiamos quando somos amados.
-Bem, o problema nisso é que analisando as consequências, estaríamos matando o que move o Ser Humano, "A Conquista". Ainda acha que seria melhor se todos amassemos igual?
-Não sei, mas que todo amor é possessivo é fato!
-Daí vem a dificuldade, a vida em um relacionamento é a luta contra a invasão da privacidade.
- E como é que sabemos se amamos alguém?
-Isso é muito importante, porque, simplesmenmte o amor brota, assim espontaneamente, como num impulso, assim sem explicação você acorda um belo dia e descobre que a mesma pessoa com quem você convive há anos, você... bem você a ama. Rsrsrsrs
-Ou seja, encontrar o amor, é encontrar-se consigo mesmo.
-Mais ou menos isso, é encontrar-se no silêncio absoluto, o amor não precisa ser gritado ou exposto, o amor só sabe quem sente, rsrsrsrs, mais um clichê que é estupidamente real.
-Real? pra você ou para todos?
-Bem, Kant acreditava que nós não podemos saber como as coisas realmente são em si, apenas podemos ver como elas são para nós. Logo, pode ser real para quem quiser.
-Ainda amo-te. O tempo não mata o amor, não que eu queira reabrir sepulturas e ressussitar oque talvez, ressalto TALVEZ, exista apenas em "minha realidade".
-Amo-te com muita intensidade, até mais que antes.
-Alimentamos o amor.
-É, alimentamos o amor.
-Sei que nunca mais o verei.
-Estarei sempre pra você.
-E sentirei issso, como senti esses meses todos, sentirei no cheiro da chuva, na noite que nunca acaba, e principalmente na saudade que me consome.
-E na distância, tornaremo-nos reais.
-Como tu gostas de dizer que és invenção dos meus momentos.
-Abra os olhos é hora de acordar...a viagem termina aqui, personagem passageira da minha realidade, a vida adulta te aguarda!
...Ela acorda, levanta, ainda perturbada com o diálogo dos sonhos, permanece quase uma hora debaixo do chuveiro, quer chorar, não chora, quer sair, não sai, no controlar de seus impulsos, retorna. É só mais um dia da vida adulta, não é personagem de drama, apesar de o drama lhe cair bem.
-Não seria melhor se todos amassemos do mesmo jeito?
-Não!
-Por que não? Aí saberiamos quando somos amados.
-Bem, o problema nisso é que analisando as consequências, estaríamos matando o que move o Ser Humano, "A Conquista". Ainda acha que seria melhor se todos amassemos igual?
-Não sei, mas que todo amor é possessivo é fato!
-Daí vem a dificuldade, a vida em um relacionamento é a luta contra a invasão da privacidade.
- E como é que sabemos se amamos alguém?
-Isso é muito importante, porque, simplesmenmte o amor brota, assim espontaneamente, como num impulso, assim sem explicação você acorda um belo dia e descobre que a mesma pessoa com quem você convive há anos, você... bem você a ama. Rsrsrsrs
-Ou seja, encontrar o amor, é encontrar-se consigo mesmo.
-Mais ou menos isso, é encontrar-se no silêncio absoluto, o amor não precisa ser gritado ou exposto, o amor só sabe quem sente, rsrsrsrs, mais um clichê que é estupidamente real.
-Real? pra você ou para todos?
-Bem, Kant acreditava que nós não podemos saber como as coisas realmente são em si, apenas podemos ver como elas são para nós. Logo, pode ser real para quem quiser.
-Ainda amo-te. O tempo não mata o amor, não que eu queira reabrir sepulturas e ressussitar oque talvez, ressalto TALVEZ, exista apenas em "minha realidade".
-Amo-te com muita intensidade, até mais que antes.
-Alimentamos o amor.
-É, alimentamos o amor.
-Sei que nunca mais o verei.
-Estarei sempre pra você.
-E sentirei issso, como senti esses meses todos, sentirei no cheiro da chuva, na noite que nunca acaba, e principalmente na saudade que me consome.
-E na distância, tornaremo-nos reais.
-Como tu gostas de dizer que és invenção dos meus momentos.
-Abra os olhos é hora de acordar...a viagem termina aqui, personagem passageira da minha realidade, a vida adulta te aguarda!
...Ela acorda, levanta, ainda perturbada com o diálogo dos sonhos, permanece quase uma hora debaixo do chuveiro, quer chorar, não chora, quer sair, não sai, no controlar de seus impulsos, retorna. É só mais um dia da vida adulta, não é personagem de drama, apesar de o drama lhe cair bem.
domingo, 24 de outubro de 2010
Posso completar isso dizendo que a psicologia diz que tudo passa, e realmente quase passa, mas nunca passa, o pouco do quase só se multiplica...
Penso hoje no ontem, e amanhã meu hoje pensativo será só mais um ontem, e quanto tempo vivo para ontens?
certa vez ouvi uma coisa que me fez refletir, " o passado já era para nós, mas não nós para o passado". Creio que tenho passado tempo demais visitando o passado, e ando esquecendo de abrir a porta para o hoje.
Se faz necessario limpar o estrago que o tempo fez, e aguardar o sol que certamente virá. Não cabe mais esse drama na listagem dos dias. cadê meu happy-end???
terça-feira, 21 de setembro de 2010
o dia chora
O dia chora o fim da estação, o mundo cai, cai em forma de gotas, gotas vindas do céu
é tragico, é terça
... saudade do sol
doce sorriso do girassol, sorriso amarelado para o sol
Uma vez era mais fácil, era um misto das quatro estações,
agora é cinza,
cinza como a fumaça nas noites.
O inverno passa e a frieza das pessoas fica.
O dia chora.
Como dizia minha continuação: "são esses chorosos dias."
Chove, e onde estou que não estou a brincar na chuva?
Mesa, telefone, relatórios, notas...
me escondo atras da seriedade da moça que não sou eu.
Saudade das cores da não preocupação, saudade de quando a chuva era vida.
saudade doente de cantar Raul e o medo da chuva.
... momento saudosista...
era mais feliz quando não percebia que o dia chorava o fim da estação.
(no meio do caos, você diz: "Clau, tome um chá!"....e me faz lembrar do coelho de Alice no pais da maravilhas... um coelho com seu relógio, seu tempo e seu chá... sorrio, não sou Alice.)
é tragico, é terça
... saudade do sol
doce sorriso do girassol, sorriso amarelado para o sol
Uma vez era mais fácil, era um misto das quatro estações,
agora é cinza,
cinza como a fumaça nas noites.
O inverno passa e a frieza das pessoas fica.
O dia chora.
Como dizia minha continuação: "são esses chorosos dias."
Chove, e onde estou que não estou a brincar na chuva?
Mesa, telefone, relatórios, notas...
me escondo atras da seriedade da moça que não sou eu.
Saudade das cores da não preocupação, saudade de quando a chuva era vida.
saudade doente de cantar Raul e o medo da chuva.
... momento saudosista...
era mais feliz quando não percebia que o dia chorava o fim da estação.
(no meio do caos, você diz: "Clau, tome um chá!"....e me faz lembrar do coelho de Alice no pais da maravilhas... um coelho com seu relógio, seu tempo e seu chá... sorrio, não sou Alice.)
domingo, 19 de setembro de 2010
Acorda
Ela sonhou com o homem que usava uma gravata de corda, ela sonhou e sentiu suas mãos se tocarem , ela não via a face, o homem beijava seus ombros que estavam à mostra, ela usava a blusa verde musgo.
Eles caminhavam no gramado, era desejo não era amor.Eles escondiam-se em sonhos. Esquivavam-se das pessoas, o homem com a gravata de corda escondia algo, ela nunca desconfiou de sua gravata.
O homem que usava a gravata de corda disse: "mandarei noticias." Ela disse: "Não mande."
De subito ela acordou. Sonolenta foi ao banheiro e lavou o rosto, olhou-se no espelho, em seu corpo nu apenas uma gravata, uma gravata feita de corda, era sonho? Olhou-se fixamente, tocou a corda para senti-la real, e encheu-se de espanto.
Ouviu passos, o coração disparou, sim, estava viva. Respirou fundo e voltou para seu leito, adormeceu para tentar dessa vez ver a face do homem, o homem que se foi e deixou o eco de passos pela casa. E ela sonha com bosques e dessa vez ela é quem usa uma gravata de corda e toca um corpo jovem, uma pele clara, ela não tem face, ela beija um peito e acaricia ombros largos e fortes, o sono está enfraquecendo e antes que acorde, ela tira a gravata e a veste nesse jovem corpo, o deixa dormindo e parte com passos leves, sem despedida, ele acorda, atordoado. Apenas uma corda.
...em graves acordes permanecem a cantar, apenas uma corda para aqueles que não acordam.
Eles caminhavam no gramado, era desejo não era amor.Eles escondiam-se em sonhos. Esquivavam-se das pessoas, o homem com a gravata de corda escondia algo, ela nunca desconfiou de sua gravata.
O homem que usava a gravata de corda disse: "mandarei noticias." Ela disse: "Não mande."
De subito ela acordou. Sonolenta foi ao banheiro e lavou o rosto, olhou-se no espelho, em seu corpo nu apenas uma gravata, uma gravata feita de corda, era sonho? Olhou-se fixamente, tocou a corda para senti-la real, e encheu-se de espanto.
Ouviu passos, o coração disparou, sim, estava viva. Respirou fundo e voltou para seu leito, adormeceu para tentar dessa vez ver a face do homem, o homem que se foi e deixou o eco de passos pela casa. E ela sonha com bosques e dessa vez ela é quem usa uma gravata de corda e toca um corpo jovem, uma pele clara, ela não tem face, ela beija um peito e acaricia ombros largos e fortes, o sono está enfraquecendo e antes que acorde, ela tira a gravata e a veste nesse jovem corpo, o deixa dormindo e parte com passos leves, sem despedida, ele acorda, atordoado. Apenas uma corda.
...em graves acordes permanecem a cantar, apenas uma corda para aqueles que não acordam.
Cartola
Acordei cedo, liguei uma música. Com toda calma do mundo tomei minha caneca de café. É domingo.
A semana passou e eu nem vi. Sozinha.
Ouço Cartola:
"Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração
Compreendi o erro de toda humanidade
Uns choram por prazer e outros com saudade
Jurei e a minha jura jamais eu quebrarei
Todo pranto esconderei."
Olho as pessoas à minha volta, estão elas exibindo sorrisos, felizes? me pergunto.
e estou em casa me fecho em músicas, e sou melodias como "Preciso me encontrar", Cartola, Tom, Belchior...
E vem meu irmão e me diz; "e você ficou sentida?"
Digo: "não, eu não sei."
Ele diz: "Pois é já era agora."
É estranho eu não saber, não lamentar, escrevo conversando comigo mesma. Sorrio e ninguém saberá.
Não posso voltar, não saberia o que levar na mala. Não saberia caminhar nas ruas e ser só uma imagem mascarada. E agora onde é o meu lugar, de todos os lugares, pra onde voltar?
Inerte danço a minha música, a garota do sorriso parado, intenções indiferentes. Escolho outras palavras, desvio olhares, e caminho por ruas que nunca caminhei. Como diz Cartola "disfarça e chora".
E tudo que possa a vir será moleza se comparado ao que passou.
E que venha com calma, para não sair correndo, porque todo mundo tem medo de entrega.
e como no filme O tempo que resta, eu digo "pra quê?".
A mesma estória
"Quem me ve passar calado e triste
Não resiste
E vem me perguntar o que causou
Esta transformação
Já estou cansado de contar aquela estória
Que é sempre a mesma estória
Que resume-se em desilusão
Preciso andar pra não pensar
No que passou e não chorar
Viver em paz e sepultar de vez
A minha grande dor
Confiante despeço-me dos meus amigos
E da cidade
Só voltarei quando encontrar felicidade"
A semana passou e eu nem vi. Sozinha.
Ouço Cartola:
"Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração
Compreendi o erro de toda humanidade
Uns choram por prazer e outros com saudade
Jurei e a minha jura jamais eu quebrarei
Todo pranto esconderei."
Olho as pessoas à minha volta, estão elas exibindo sorrisos, felizes? me pergunto.
e estou em casa me fecho em músicas, e sou melodias como "Preciso me encontrar", Cartola, Tom, Belchior...
E vem meu irmão e me diz; "e você ficou sentida?"
Digo: "não, eu não sei."
Ele diz: "Pois é já era agora."
É estranho eu não saber, não lamentar, escrevo conversando comigo mesma. Sorrio e ninguém saberá.
Não posso voltar, não saberia o que levar na mala. Não saberia caminhar nas ruas e ser só uma imagem mascarada. E agora onde é o meu lugar, de todos os lugares, pra onde voltar?
Inerte danço a minha música, a garota do sorriso parado, intenções indiferentes. Escolho outras palavras, desvio olhares, e caminho por ruas que nunca caminhei. Como diz Cartola "disfarça e chora".
E tudo que possa a vir será moleza se comparado ao que passou.
E que venha com calma, para não sair correndo, porque todo mundo tem medo de entrega.
e como no filme O tempo que resta, eu digo "pra quê?".
A mesma estória
"Quem me ve passar calado e triste
Não resiste
E vem me perguntar o que causou
Esta transformação
Já estou cansado de contar aquela estória
Que é sempre a mesma estória
Que resume-se em desilusão
Preciso andar pra não pensar
No que passou e não chorar
Viver em paz e sepultar de vez
A minha grande dor
Confiante despeço-me dos meus amigos
E da cidade
Só voltarei quando encontrar felicidade"
sábado, 18 de setembro de 2010
passado
o passado é feito de grito, o presente é feito de silêncio, e o silêncio de hoje será o passado amanhã, mesmo assim o passado foi grito???
como saber o que é passado? se todo o ontem já é passado.
pensamentos paralelos.
penso coisas atipicas o tempo de todo.
ando cansada de gritos e silêncios e afetos vulgares.
quero o inexistente alguém por favor crieeeeeeeeeeeeee, invente.
Ah! eu sou hoje, eu sou agora.
como dizia Lispector: "me provoque, me tire do tédio, me faça sentir."
que toda a euforia do grito será silêncio, sempre sempre e sempre.
como saber o que é passado? se todo o ontem já é passado.
pensamentos paralelos.
penso coisas atipicas o tempo de todo.
ando cansada de gritos e silêncios e afetos vulgares.
quero o inexistente alguém por favor crieeeeeeeeeeeeee, invente.
Ah! eu sou hoje, eu sou agora.
como dizia Lispector: "me provoque, me tire do tédio, me faça sentir."
que toda a euforia do grito será silêncio, sempre sempre e sempre.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
felicidade só é real...
Como o Dr. Patch Adams Hunter, eu quero constriur um forte para guardar os meus dos males do mundo, mas enquanto isso não passa de utopias viajantes, já que não tenho ou não estou com humor para aliviar e apressar os passos da cura, eu ouço Bon Jovi, e sei mesmo que o amor é contagioso, e que a vida é bem mais que a tempestade, e que o processo de cura é uma intensa espera, e que amamos como se ama certas coisas escuras secretamente entre a sombra e a alma...e a vida é sem limites. Muitas vezes a tempestade ruje em minha mente. Mente que mente. Cuidado!
Desafio as leis da probabilidade... mas depois de um tempo perde-se a energia. É assim.
A loucura inquebrantável do homem, o homem que precisava "do algo a mais". O homem que queria mais que a felicidade, o homem que necessitava ser exageradamente feliz. A loucura enfrentando o mal da indiferença. Bem me quer, mal me quer...bem me quer, mal me quer. Preciso de mais flores.
...e Deus criou o homem sobre tormentos indescritiveis.
Inquebrantavel, animal desenfreado.
um homem inventando a cápsula do sorriso parado, do sutil "eu estou bem", sorrisos fabricados e vendidos na invisivel máscara.
Frases de impacto...sou feita disso
"as pessoas precisam do que elas teem menos"
...e em que consiste a felicidade?
"...felicidade só é real quando compartilhada"
Desafio as leis da probabilidade... mas depois de um tempo perde-se a energia. É assim.
A loucura inquebrantável do homem, o homem que precisava "do algo a mais". O homem que queria mais que a felicidade, o homem que necessitava ser exageradamente feliz. A loucura enfrentando o mal da indiferença. Bem me quer, mal me quer...bem me quer, mal me quer. Preciso de mais flores.
...e Deus criou o homem sobre tormentos indescritiveis.
Inquebrantavel, animal desenfreado.
um homem inventando a cápsula do sorriso parado, do sutil "eu estou bem", sorrisos fabricados e vendidos na invisivel máscara.
Frases de impacto...sou feita disso
"as pessoas precisam do que elas teem menos"
...e em que consiste a felicidade?
"...felicidade só é real quando compartilhada"
o porque dos porquês
Eu caminhei querendo chutar o ar
falei querendo gritar
sorri e queria mesmo é chorar
meu "eu" desnecessário, meu "eu"
fui aprovada para ser desaprovada
eu não gosto porque não sei ou não sei porque não gosto?
tem diferença?
falo o que não penso e penso o que não falo
Eu tenho medo da doença câncer...
e medo de quem é de cancer.
choraria...
mas se chorar afogarei os peixes do aquario orgulho
peixes coloridos com todas as cores da ilusão, porque sem dúvida ilusão há de ter cor
por que em dias como hoje me perco no verde das ervas, verde eu gosto dessa cor, verde "esperança"
esperar, esperar, esperar... e a espera é cinza como a fumaça
...surtos de srtª Marley
e me encho mais e mais do verde, cor sem cor
foi mal, e me encho de porquês desnecessários
e seguimos porque os porquês nunca acabam
chuto o ar e quase nem te penso
e já sei, me chamem de dramática, me digam exagerada, vamos me digam, me rotulem
ah rotulem grande "Drama"
afinal o drama é interessante, bem mais que a comédia "humor babaca"...
e em inglês a lua é moon
por isso traduzir os textos sobre Billy Jack nunca foi tão triste
mas e agora, tenho opção? Não!
e sou toda olheiras, me sinto cansada e as pupilas se dilatam
e eu falo pra caramba
falo falo falo e do nada me calo
e o silêncio não é bem vindo porque estou na onda dos peregrinos "sintetizando"
por isso fala-se tudo para não dizer nada
...é isso quem cala não consente
É como a brilhante frase de Magnólia; "eu confunfo melancolia com depressão." Você não?
e insisto em não afogar os peixes do aquario que encontrei na vida na "vida que espanca docemente"
garoto do ar ausente
Magnólia faz tanto sentido e
hoje eu sou Claudia sentada na mesa com o cartão de crédito... isso nunca vai acabar...
falei querendo gritar
sorri e queria mesmo é chorar
meu "eu" desnecessário, meu "eu"
fui aprovada para ser desaprovada
eu não gosto porque não sei ou não sei porque não gosto?
tem diferença?
falo o que não penso e penso o que não falo
Eu tenho medo da doença câncer...
e medo de quem é de cancer.
choraria...
mas se chorar afogarei os peixes do aquario orgulho
peixes coloridos com todas as cores da ilusão, porque sem dúvida ilusão há de ter cor
por que em dias como hoje me perco no verde das ervas, verde eu gosto dessa cor, verde "esperança"
esperar, esperar, esperar... e a espera é cinza como a fumaça
...surtos de srtª Marley
e me encho mais e mais do verde, cor sem cor
foi mal, e me encho de porquês desnecessários
e seguimos porque os porquês nunca acabam
chuto o ar e quase nem te penso
e já sei, me chamem de dramática, me digam exagerada, vamos me digam, me rotulem
ah rotulem grande "Drama"
afinal o drama é interessante, bem mais que a comédia "humor babaca"...
e em inglês a lua é moon
por isso traduzir os textos sobre Billy Jack nunca foi tão triste
mas e agora, tenho opção? Não!
e sou toda olheiras, me sinto cansada e as pupilas se dilatam
e eu falo pra caramba
falo falo falo e do nada me calo
e o silêncio não é bem vindo porque estou na onda dos peregrinos "sintetizando"
por isso fala-se tudo para não dizer nada
...é isso quem cala não consente
É como a brilhante frase de Magnólia; "eu confunfo melancolia com depressão." Você não?
e insisto em não afogar os peixes do aquario que encontrei na vida na "vida que espanca docemente"
garoto do ar ausente
Magnólia faz tanto sentido e
hoje eu sou Claudia sentada na mesa com o cartão de crédito... isso nunca vai acabar...
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Não tente
E o que eu quero se eu não quero sempre?
O que eu quero? Paixão? Diversão? Emoção? Distração? Isso e muito mais...
Não me venha com discursos sobre decisão, já decidi que não vou decidir, não tente me trovar como na era romanticista, e nem tente vir com o discurso épico naturalista, não tente me confundir.
Não quero ser como Gatsby e morrer por um sonho,também não quero passar a vida querendo não querer e nem quero uma vida mediana, com um relacionamento mediano, também não preciso me perder em meio as cores de uma amizade, não quero uma vida morna, não quero e não quero mesmo. Então, já que sei o que não quero, logo, sei o que eu quero. Só que o que eu quero eu não quero falar.
Mas por hora eu posso afirmar que felicidade não me basta, quero euforia, não aquela que me é vendida, e sim aquela que me invade. Posso até viver só da realidade, mas só se for bem apimentada se não logo me cansa, me enjoa e tenho que sair correndo para pegar o trem das sete e viajar com Raul. Tenho a necessidade de sentir a vida, e a vida as vezes é azeda, as vezes amarga, as vezes doce como o mel das virgens de José de Alencar, as vezes é fria mas quando esquenta vai além da Megera Domada de Shakespeare, são as delicias do inacabado... a vida é boa e eu preciso senti-la.
E ainda dizem que não sei o que eu quero, tudo bem que posso mudar meus quereres ao longo do caminho, porém tem gosto que eu sempre gosto... e eu gosto e apoio a ideia de pontes de benevolência de Proteu, bem sei que a maldade gratuita não é pra mim.
Existe quem não precisa de muitas palavras para falar muito e existe quem não fale muito porque palavras nada valem comparadas à sentimentos.
E o que eu posso querer ???
O que eu quero? Paixão? Diversão? Emoção? Distração? Isso e muito mais...
Não me venha com discursos sobre decisão, já decidi que não vou decidir, não tente me trovar como na era romanticista, e nem tente vir com o discurso épico naturalista, não tente me confundir.
Não quero ser como Gatsby e morrer por um sonho,também não quero passar a vida querendo não querer e nem quero uma vida mediana, com um relacionamento mediano, também não preciso me perder em meio as cores de uma amizade, não quero uma vida morna, não quero e não quero mesmo. Então, já que sei o que não quero, logo, sei o que eu quero. Só que o que eu quero eu não quero falar.
Mas por hora eu posso afirmar que felicidade não me basta, quero euforia, não aquela que me é vendida, e sim aquela que me invade. Posso até viver só da realidade, mas só se for bem apimentada se não logo me cansa, me enjoa e tenho que sair correndo para pegar o trem das sete e viajar com Raul. Tenho a necessidade de sentir a vida, e a vida as vezes é azeda, as vezes amarga, as vezes doce como o mel das virgens de José de Alencar, as vezes é fria mas quando esquenta vai além da Megera Domada de Shakespeare, são as delicias do inacabado... a vida é boa e eu preciso senti-la.
E ainda dizem que não sei o que eu quero, tudo bem que posso mudar meus quereres ao longo do caminho, porém tem gosto que eu sempre gosto... e eu gosto e apoio a ideia de pontes de benevolência de Proteu, bem sei que a maldade gratuita não é pra mim.
Existe quem não precisa de muitas palavras para falar muito e existe quem não fale muito porque palavras nada valem comparadas à sentimentos.
E o que eu posso querer ???
domingo, 5 de setembro de 2010
coisas atipicas
Nos últimos meses coisas atipicas aconteceram. É algo relativo à percepção, é invisivel aos olhos, são atitudes banais, diria até triviais.
Sentir mais... como me falaram uma vez "cuidado com a mente que mente", pensei a respeito, e respirei fundo, resgatei a parte de mim que andava alheia, e libertei o criador das criaturas que já fui...criatura palhaça, criatura racional, criatura sentimental, criatura inocente e todas as demais criaturas que tomaram o poder, enterro as máscaras que criei e muitas vezes me obriguei a usar, aceito o azedo do limão, faço careta e quase choro, mas não mais mentir pra mim mesma.
"agora vem o criador pedir conselhos a criatura", não né? rsrsrsrs
"Não criou por causa das criaturas, pois a criatura deve existir para seu Criador e não o Criador para a criatura. Provérbios 16:4. "
Sentir mais... como me falaram uma vez "cuidado com a mente que mente", pensei a respeito, e respirei fundo, resgatei a parte de mim que andava alheia, e libertei o criador das criaturas que já fui...criatura palhaça, criatura racional, criatura sentimental, criatura inocente e todas as demais criaturas que tomaram o poder, enterro as máscaras que criei e muitas vezes me obriguei a usar, aceito o azedo do limão, faço careta e quase choro, mas não mais mentir pra mim mesma.
"agora vem o criador pedir conselhos a criatura", não né? rsrsrsrs
"Não criou por causa das criaturas, pois a criatura deve existir para seu Criador e não o Criador para a criatura. Provérbios 16:4. "
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
É revoltoso
Isso é revoltoso, porque dizem que não há nada que o tempo não resolva. Tempos infernais...
e como sempre me vem músicas na cabeça e hoje não é diferente. Malditas músicas que me fazem divagar.
E será que é tão dificil assim seguir, tudo me faz lembrar. É a dor que insiste em ficar e assim como ela vem ela deve ir, hóspede indesejada... e ainda penso.Baby, quanto tempo falta para te esquecer?
É revoltosoooooooo... eu queria mesmo me descabelar e chorar talvez até gritar, mas caramba a dor não vai passar, e me vejo aqui tão tão tão sei lá, e o tempo já passou, tempo do relógio, tempo alheio, tempo meu...Tempos infernais.
Perdi e o vi partir, posso dizer que hoje tudo o que quero é esquecer... e sei bem como o fazer mesmo sabendo das consequências,eu quero, mas lá vem ela dizendo juizo filha, e posso eu querer me perder?
... não essa não, tudo menos sertanejo nesse momento, minha teoria sobre passado mais sertanejo igual a depressão é real, então por favor dá pra tirar essa porcaria de Zezé di Camargo? ok assim está melhor. Não tão melhor, melhor seria se eu pudesse dos sentidos todos, pelo menos hoje, não sentir. Isso! vamos a cantar com Renato "já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim... lembra que o plano era ficarmos bem?...olha só o que eu achei cavalos marinhos... "
E eu sinto, e sentir hoje me revolta, por que o tempo passado esqueceu de me esquecer, e nem toda a filosofia vai me ajudar, nem toda música vai me aquietar, nem toda história que historiadores não contaram eu poderei contar, mas uma vez li Kundera com toda a insustentavel leveza do ser, vagas ideias semelhantes à maçã do Raul, ideias que quis acreditar, mas ao pensar em toda a liberdade ilusória, eu sinto e sinto tanto...
Descarrego os erros para que os sentidos evaporem, liberto a mente... e como diz aquela música "eu ando por ruas que não sei o nome só pra me perder"...
...tive medo, e o que eu fiz é ó que eu sou, mas o que eu fiz não será quem serei... Descarrego os erros e liberto a mente, e não há nada que possa me prender "livre de todo um dever moral".
E só por isso que de Renato ouço Raul, e eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou...
Há tempos tinha eu uma ideia de vida e liberdade, e hoje realmente sinto muito não ter sentido nada, não encontrando palavras para definir meus pensares perante a revoltosa revolta para comigo mesma em relação ao tempo, liberdade, amor e tudo mais, encontrei por aí sábias palavras de Paulo Coelho.
" Fizemos amor no mesmo dia.
Eu pensei comigo mesmo: “não vai durar muito”. Durante os dois primeiros anos de relação, estava sempre preparado para que um dos dois fosse embora. Durante os cinco anos que seguiram, eu continuava achando que era apenas acomodação, e em breve cada um seguiria seu destino. Tinha convencido a mim mesmo que qualquer compromisso mais sério iria me privar de “liberdade” e impedir-me de viver tudo aquilo que desejava.
Vinte nove anos depois continuo livre – porque descobri que o amor jamais escraviza o ser humano. Sou livre para virar a cabeça e vê-la dormindo ao meu lado – essa é a foto que tenho em meu telefone celular. Sou livre para sairmos, caminharmos, continuar conversando, discutindo – e eventualmente brigando, como sempre. Sou livre para amar como nunca amei antes, e isso fez uma grande diferença em minha vida."
...e preciso especificar mais? Creio que não, por que ainda há tempo.
e como sempre me vem músicas na cabeça e hoje não é diferente. Malditas músicas que me fazem divagar.
E será que é tão dificil assim seguir, tudo me faz lembrar. É a dor que insiste em ficar e assim como ela vem ela deve ir, hóspede indesejada... e ainda penso.Baby, quanto tempo falta para te esquecer?
É revoltosoooooooo... eu queria mesmo me descabelar e chorar talvez até gritar, mas caramba a dor não vai passar, e me vejo aqui tão tão tão sei lá, e o tempo já passou, tempo do relógio, tempo alheio, tempo meu...Tempos infernais.
Perdi e o vi partir, posso dizer que hoje tudo o que quero é esquecer... e sei bem como o fazer mesmo sabendo das consequências,eu quero, mas lá vem ela dizendo juizo filha, e posso eu querer me perder?
... não essa não, tudo menos sertanejo nesse momento, minha teoria sobre passado mais sertanejo igual a depressão é real, então por favor dá pra tirar essa porcaria de Zezé di Camargo? ok assim está melhor. Não tão melhor, melhor seria se eu pudesse dos sentidos todos, pelo menos hoje, não sentir. Isso! vamos a cantar com Renato "já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim... lembra que o plano era ficarmos bem?...olha só o que eu achei cavalos marinhos... "
E eu sinto, e sentir hoje me revolta, por que o tempo passado esqueceu de me esquecer, e nem toda a filosofia vai me ajudar, nem toda música vai me aquietar, nem toda história que historiadores não contaram eu poderei contar, mas uma vez li Kundera com toda a insustentavel leveza do ser, vagas ideias semelhantes à maçã do Raul, ideias que quis acreditar, mas ao pensar em toda a liberdade ilusória, eu sinto e sinto tanto...
Descarrego os erros para que os sentidos evaporem, liberto a mente... e como diz aquela música "eu ando por ruas que não sei o nome só pra me perder"...
...tive medo, e o que eu fiz é ó que eu sou, mas o que eu fiz não será quem serei... Descarrego os erros e liberto a mente, e não há nada que possa me prender "livre de todo um dever moral".
E só por isso que de Renato ouço Raul, e eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou...
Há tempos tinha eu uma ideia de vida e liberdade, e hoje realmente sinto muito não ter sentido nada, não encontrando palavras para definir meus pensares perante a revoltosa revolta para comigo mesma em relação ao tempo, liberdade, amor e tudo mais, encontrei por aí sábias palavras de Paulo Coelho.
" Fizemos amor no mesmo dia.
Eu pensei comigo mesmo: “não vai durar muito”. Durante os dois primeiros anos de relação, estava sempre preparado para que um dos dois fosse embora. Durante os cinco anos que seguiram, eu continuava achando que era apenas acomodação, e em breve cada um seguiria seu destino. Tinha convencido a mim mesmo que qualquer compromisso mais sério iria me privar de “liberdade” e impedir-me de viver tudo aquilo que desejava.
Vinte nove anos depois continuo livre – porque descobri que o amor jamais escraviza o ser humano. Sou livre para virar a cabeça e vê-la dormindo ao meu lado – essa é a foto que tenho em meu telefone celular. Sou livre para sairmos, caminharmos, continuar conversando, discutindo – e eventualmente brigando, como sempre. Sou livre para amar como nunca amei antes, e isso fez uma grande diferença em minha vida."
...e preciso especificar mais? Creio que não, por que ainda há tempo.
domingo, 29 de agosto de 2010
Pra você eu digo sim
Rita, companheira dessa minha melancolia, te vejo como uma verdadeira DONA DOIDA, sendo a única FRUTA MADURA, musicalmente falando, de toda a extensão dos JARDINS DE ALLAH,sei que não é a MAMÃE NATUREZA, para poder transformar em COR DE ROSA CHOQUE toda a ERVA VENENOSA que estiver em meu caminho, mas você Rita a melhor MUTANTE, me fez fazer uma VIAGEM AO FUNDO DE MIM, e percebi que o que eu quero não é NEM LUXO, NEM LIXO, realmente te ouvindo esqueço todo TI TI TI.
Rita, TÃO intrigante, que por muitos foi rotulada como "OVELHA NEGRA", mas nada disso importa pois os criticos não sabem diferenciar O BODE E A CABRA. Mas como tu cantas são essas COISAS DA VIDA.
Enquanto isso BABY, sigo tentando separar AMOR E SEXO,para não deixar que fique o TEMPO NUBLADO, aí de mim que sou romântica. Então te ouço e faço minha própria BALADA DO LOUCO, e deixo de lado o romantismo que me envolve ao pensar em um certo HOMEM VINHO, é na balada que aumenta MINHA MANIA DE VOCÊ.
Vem, AGORA SÓ FALTA VOCÊ, pois EU E MEU GATO já estamos nos JARDINS DA BABILONIA à esperar aquele que você titulou DOCE VAMPIRO, vem, vem que tua música mata minha sede.
Ah! já ia me esquecendo DESCULPE O AUE, é que a vida é tão longa, é que eu , eu quero ir seguindo o sol, mas só quero se for no embalo do teu LANÇA PERFUME, e o sol está bem PERTO DO FOGO que a ditadura lançou no terminal da loucura.Vem?
Rita você me diz de livre arbitrio, e me fala bem alto "SE MANCA neném gente mal a gente trata com desdém", e é por isso que de todas as cenas do meu filme preto e branco que fiz LONGE DAQUI, AQUI MESMO,é de você que eu lembro mais.
AQUI, ALI, EM QUALQUER LUGAR sempre e sempre PRAVOCÊ EU DIGO SIM Rita Lee.
... precisa dizer mais?
Rita, TÃO intrigante, que por muitos foi rotulada como "OVELHA NEGRA", mas nada disso importa pois os criticos não sabem diferenciar O BODE E A CABRA. Mas como tu cantas são essas COISAS DA VIDA.
Enquanto isso BABY, sigo tentando separar AMOR E SEXO,para não deixar que fique o TEMPO NUBLADO, aí de mim que sou romântica. Então te ouço e faço minha própria BALADA DO LOUCO, e deixo de lado o romantismo que me envolve ao pensar em um certo HOMEM VINHO, é na balada que aumenta MINHA MANIA DE VOCÊ.
Vem, AGORA SÓ FALTA VOCÊ, pois EU E MEU GATO já estamos nos JARDINS DA BABILONIA à esperar aquele que você titulou DOCE VAMPIRO, vem, vem que tua música mata minha sede.
Ah! já ia me esquecendo DESCULPE O AUE, é que a vida é tão longa, é que eu , eu quero ir seguindo o sol, mas só quero se for no embalo do teu LANÇA PERFUME, e o sol está bem PERTO DO FOGO que a ditadura lançou no terminal da loucura.Vem?
Rita você me diz de livre arbitrio, e me fala bem alto "SE MANCA neném gente mal a gente trata com desdém", e é por isso que de todas as cenas do meu filme preto e branco que fiz LONGE DAQUI, AQUI MESMO,é de você que eu lembro mais.
AQUI, ALI, EM QUALQUER LUGAR sempre e sempre PRAVOCÊ EU DIGO SIM Rita Lee.
... precisa dizer mais?
O que eu quero?
Arquivo na gaveta o tempo,tempo que não existiu. Tempo que inventei o amor e imaginei que amei.
Como diz aquela música "digo adeus e atravesso a rua". Ah! as músicas, as músicas falam comigo, e Rita Lee tem me falado frequentemente "O que você quer?"
Em perigo você quer
Permanece em você, todo mundo vê
Na cadeia você não deixa de querer
No hospício não deixa de querer
No inferno, ainda quer
O que você quer
O que você quer
O que você quer de verdade
O que você quer
O que você quer de verdade
O que você quer (o que você quer)
O que você quer
Estará com você quando você se lembrar
O que você quer
Estará em você quando você não se lembrar
O que você quer
Não perde no baralho
Dinheiro não compra
Conselhos não matam
O tempo não toma, o que você quer
Cego você continua querendo
Velho você continua querendo
Onde você estiver continua tendo
O que você quer
Como diz aquela música "digo adeus e atravesso a rua". Ah! as músicas, as músicas falam comigo, e Rita Lee tem me falado frequentemente "O que você quer?"
Um continuo eco perturba-me os sentidos O QUE EU QUERO? E o que eu quero se eu não quero sempre? E se eu quero por que eu quero? São essas perguntas que me transformam em uma desconhecida de mim mesma.
Enquanto penso sobre o que eu quero em cada sentido de mim, me sinto boba e infantil, e começo a entender os outros, pessoas que exibem suas máscaras para não se prenderem à realidade, e quanto tempo do dia são reais ou personagens, faço eu parte dos outros? Dificil responder. O que eu quero, e o que querem de mim?
Insatisfeita com os atalhos que peguei, volto a me questionar, sou mente ou corpo?...e me vejo como um pedaço de carne, em meio à cães famintos.
Contenho-me para que as lágrimas não criem vida, e me vem na janela da memória as palavras de minha querida mãe "não criei minha filha para ser palhaça", quantas vezes a decepcionei, quantas vezes me deixei ser palhaça e sei que enquanto houver platéia haverá palhaços. Dispenso a exibição não preciso de platéia, dispenso as más intenções, e os risos sem sentido provocados pelas "cores imaginárias que proibidas são". Rascunho prioridades para definir o que eu quero, e não quero nada além do que queria antes quando não havia me perdido no tempo que não existiu. Alquebrada,entretanto não choro, mas nem em mil anos luz aceitarei a exibição de mim, não ouso reclamar e me sinto falsa, por que estou sempre controlando os impulsos mas é melhor assim. É melhor não perder a compostura. Agora preciso recuperar o fôlego e continuar com calmos passos em direção ao que eu quero, e todo o ontem já me é passado.
O que você quer (Rita Lee)
O que você quer
Você não deixa de querer tão fácil
Bêbado você ainda querEm perigo você quer
O que você quer
O que você quer mesmoPermanece em você, todo mundo vê
Na cadeia você não deixa de querer
No hospício não deixa de querer
No inferno, ainda quer
O que você quer
O que você quer
O que você quer de verdade
O que você quer
O que você quer de verdade
O que você quer (o que você quer)
O que você quer
Estará com você quando você se lembrar
O que você quer
Estará em você quando você não se lembrar
O que você quer
Não perde no baralho
Dinheiro não compra
Conselhos não matam
O tempo não toma, o que você quer
Cego você continua querendo
Velho você continua querendo
Onde você estiver continua tendo
O que você quer
domingo, 22 de agosto de 2010
Como Belchior
Como Belchior, desesperadamente eu grito em português.
Ando sim, descontente, e já nem me preocupo com o que vão pensar, eu faço qualquer coisa para esquecer, esquecer de lembrar quem não quer me lembrar. Ando descontente com essa condição de andarilha, realmente nunca pensei que este dia fosse chegar. Foram noites que tentei colorir com sons imaginários tirados em momentos viajantes, e foi preciso um tempo aprendendo a conjugação do verbo colorir para saber que este verbo é defectivo, e assim sendo, minhas tentativas também o foram.
Para solucionar minhas carências, utilizo outras formas "e pinto a paisagem com cores mais fortes".
Cores essas que me são vendidas, com o estranho nome de "ilusão". Estou cansada, e quero dar um tempo a sós, como fez Belchior, não quero ninguém a me procurar, tempo de cura.
Felizmente, me vem a teoria do livre arbítrio. Posso voltar? Sendo eu filho pródigo, posso? Devo?
...e até quando vou com minhas velhas roupas coloridas???
*Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer!
Ando sim, descontente, e já nem me preocupo com o que vão pensar, eu faço qualquer coisa para esquecer, esquecer de lembrar quem não quer me lembrar. Ando descontente com essa condição de andarilha, realmente nunca pensei que este dia fosse chegar. Foram noites que tentei colorir com sons imaginários tirados em momentos viajantes, e foi preciso um tempo aprendendo a conjugação do verbo colorir para saber que este verbo é defectivo, e assim sendo, minhas tentativas também o foram.
Para solucionar minhas carências, utilizo outras formas "e pinto a paisagem com cores mais fortes".
Cores essas que me são vendidas, com o estranho nome de "ilusão". Estou cansada, e quero dar um tempo a sós, como fez Belchior, não quero ninguém a me procurar, tempo de cura.
Felizmente, me vem a teoria do livre arbítrio. Posso voltar? Sendo eu filho pródigo, posso? Devo?
...e até quando vou com minhas velhas roupas coloridas???
*Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
saudade
É, esse é o mês ...
...e a cada julho não sei se suportarei o próximo agosto. (Caio Fernando)
me lembro tão bem de quando festejávamos os nossos anos...
Saudades do que poderia ter sido e não foi.
*sabia que eu não era toda a sua vida e que nunca poderia ser. Mas o que tinha a me dar era suficiente, não queria torná-lo isto ou aquilo.Sempre quis que fosse um homem livre, que fosse você mesmo.
Sempre até agora sabia para onde estava indo e por quê. (Proteu)
...e agora não sei :/
...e a cada julho não sei se suportarei o próximo agosto. (Caio Fernando)
me lembro tão bem de quando festejávamos os nossos anos...
Saudades do que poderia ter sido e não foi.
*sabia que eu não era toda a sua vida e que nunca poderia ser. Mas o que tinha a me dar era suficiente, não queria torná-lo isto ou aquilo.Sempre quis que fosse um homem livre, que fosse você mesmo.
Sempre até agora sabia para onde estava indo e por quê. (Proteu)
...e agora não sei :/
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Me tira do tédio, me leva pro Drama
É sempre assim previsível??? dos sentidos todos o mais forte, o tão sentido amor, tão sentido e tão sofrido amor,e como alguém, talvez Caio, disse: " se o amor pudesse ser definido por uma imagem, seria o telefone que não toca". Bah, essa foi de verdade a melhor das definições, e depois, ainda me vem aquele ruivo do violão incendiário a cantar "se o homem já pisou na lua como ainda não tenho seu endereço?", a necessidade da emoção.
Observadora da comédia da vida, como a Divina Comédia, vivemos as três fases, inferno, purgatório e paraíso, bem ainda não sei em que fase estamos, mas certamente o happy end ainda não chegou. O amor é óbvio, e me recuso a compartilhar esse sentido com as pessoas que se fazem psicólogos e tentam entender o amor em "mente", as regras do amor, não há regras para o amor e sim regras para o ato do amor.
Preciso dos sentidos todos sentir, preciso todo dia morrer de amor, preciso do drama, preciso perder a compostura só porque o telefone não toca, e mais do que tudo preciso sentir a vida para poder morrer e renascer a cada telefonema, a cada palavra, a cada olhar, a cada gesto. Exagerado.
E o que posso dizer pra você se não: ME TIRA DO TÉDIO ME LEVA PRO DRAMA.
O amor que tenho em mente não mente.
Sempre no extremo.
Observadora da comédia da vida, como a Divina Comédia, vivemos as três fases, inferno, purgatório e paraíso, bem ainda não sei em que fase estamos, mas certamente o happy end ainda não chegou. O amor é óbvio, e me recuso a compartilhar esse sentido com as pessoas que se fazem psicólogos e tentam entender o amor em "mente", as regras do amor, não há regras para o amor e sim regras para o ato do amor.
Preciso dos sentidos todos sentir, preciso todo dia morrer de amor, preciso do drama, preciso perder a compostura só porque o telefone não toca, e mais do que tudo preciso sentir a vida para poder morrer e renascer a cada telefonema, a cada palavra, a cada olhar, a cada gesto. Exagerado.
E o que posso dizer pra você se não: ME TIRA DO TÉDIO ME LEVA PRO DRAMA.
O amor que tenho em mente não mente.
Sempre no extremo.
Ajo? Não ajo?
Sou livre, então o que me falta?
Aí o problema eu não sei. Estou sufocada de liberdade, afasto pessoas, dispenso compromissos, e me habituei a palavra Não.
...deixa eu explicar,
...me encontro em uma pequena cidade há duas semanas, o que me faz sentir-me em casa, em casa mas sem família, aí me lembro "uma casa não é um lar a menos que tenha alguém para abraçar você", essa é a tradução de uma música que gosto, e ao pensar nisso, invade-me um sentimento gigante, formando uma monstruosa tristeza, é mais ou menos como a música de um amigo meu, ainda não famoso, Daniel, diz: " a luz está acesa mas a casa está vazia", e é a frase que me define no momento. è assim que me sinto, é assim que me sou. Me lanço em um mar melancólico, e me deixo apática, ensaio desculpas para não estar com o mundo, mas o mundo insiste em estar comigo, ele sorri, e tem o sorriso mais envolvente que meu olhar já viu.
Como falou Sartre " abriu mão de tudo pela liberdade, dê mais um passo, abre mão da própria liberdade, e tudo te será devolvido", ...E é chegada a hora de me prender.
Ajo? Não ajo?
Aí o problema eu não sei. Estou sufocada de liberdade, afasto pessoas, dispenso compromissos, e me habituei a palavra Não.
...deixa eu explicar,
...me encontro em uma pequena cidade há duas semanas, o que me faz sentir-me em casa, em casa mas sem família, aí me lembro "uma casa não é um lar a menos que tenha alguém para abraçar você", essa é a tradução de uma música que gosto, e ao pensar nisso, invade-me um sentimento gigante, formando uma monstruosa tristeza, é mais ou menos como a música de um amigo meu, ainda não famoso, Daniel, diz: " a luz está acesa mas a casa está vazia", e é a frase que me define no momento. è assim que me sinto, é assim que me sou. Me lanço em um mar melancólico, e me deixo apática, ensaio desculpas para não estar com o mundo, mas o mundo insiste em estar comigo, ele sorri, e tem o sorriso mais envolvente que meu olhar já viu.
Como falou Sartre " abriu mão de tudo pela liberdade, dê mais um passo, abre mão da própria liberdade, e tudo te será devolvido", ...E é chegada a hora de me prender.
Ajo? Não ajo?
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