Quando perto de você estava eu sentia que todo o Todo estava logo ali, mas a verdade de todas as coisas acabou com a melodia do romantismo, e os sons passaram a ser não mais que ruídos que devoravam as cores dos dias que costumavam me sorrir. As palavras consumiram um coração unicamente pelo prazer de torturar, e quem fez este mal foi um dos seus.
O medo já não existe nem a loucura, já não cabe mais o fatalismo ele se foi abrindo espaço para o realismo. "Coragem menina, ninguém morre de amor" disse um dos meus, e mais uma vez as palavras, as mesmas que desafinaram a melodia do romantismo agora insistiam para que a melodia do coração volte ao compasso original, não naquele que era recheado com o sabor da ilusão, a melodia original era a vida por sí só, agora a melodia que vinha quase inaudível ganhava forças e já não era tão doce mas também não era amarga como a verdade de todas as coisas, a melodia vinha com mais força e arrebentava as palavras, o compasso bailava como as cigarras em noite de luar. Ainda que passageira, a felicidade instantânea invadia e restaurava os sentidos, e dos sentimentos feridos pelo amor não recíproco estava um pequeno ponto que trazia a intenção de controlar. Autocontrole. Não havia promessas.
A verdade de todas as coisas machucou, não reinventei situações, a noite se calou e pude ouvir a melodia do ronronar do meu mais fiel felino Detlef, senti meus olhos a umidecerem e respirei fundo, ainda no impulso da verdade de todas as coisas eu te escrevi "não posso reclamar nada, mas posso ficar longe de tudo isso. Não tenho vocação para namoradinha ciumenta.". Por algum motivo mesmo que desconhecido um dos seus quis me revelar a verdade de todas as coisas. Doeu como doeria a picada da serpente mais venenosa e mais cruel do reino sombras, o veneno fazia um nó na garganta, respirar eu quase não podia e foi então que na dor mais doída de todas as dores descobri que já não cabe mais amar assim.
o leão ainda é o rei do animais.
sábado, 20 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A verdade de todas as coisas
A verdade de todas as coisas. A verdade levanta-se de sua inércia e grita em meus ouvidos, estava a ouvir a melodia da solidão, e o grito da verdade fez-me acordar daquele costumeiro jeito vago de um sonho que já me acompanhava há quase um ano inteiro. As palavras da verdade me pegaram sozinha e desprotegida, nem houve uma batalha, e em silêncio a verdade gritou e ganhou. Pensei nas palavras de Steinbeck "não posso lutar com minha ignorância contra o possível conhecimento...", e era um dos seus a contar-me a verdade das coisas, ao som da tristeza que invadia meus ouvidos, também podia ver as palavras a zombarem dos sentimentos meus. Não chega a incomodar o fato de um dos seus sentir alegria ao roubar-me toda a felicidade que exibia nos olhares mais sinceros. A melodia se desfez juntamente com a felicidade, simplesmente porque o compasso da cantiga era o meu coração que acelerava a cada abrir e fechar dos olhos quando a imagem sua invadia o meu Todo. Doía a tal verdade de todas as coisas, inexplicável as palavras frias e malévolas que as pessoas podem proferir com um sorriso mortífero. Um dos seus conseguiu com a frieza das palavras mais sutis abrir-me uma imensidão de horizontes ao me acertar o coração da alma. A verdade de todas as coisas já não gritava, mas bloqueava todos os caminhos com as notas mais tristes, eu tive medo. Tive medo porque sempre soube que a verdade de todas as coisas mataria a esperança, eu tive medo porque ao acordar perdi o mundo que conhecia, um outro mundo mundo se faz necessário. Não entendo a real necessidade de que meus olhos e ouvidos conhecessem a verdade de todas as coisas se quando na ignorância os dias eram mais amigáveis. Preciso da melodia, preciso sentir o compasso a fundir com o meu corpo, preciso para que o traiçoeiro silêncio não venha atormentar. Preciso aprender a conviver com a verdade de todas as coisas, meus problemas são apenas meus, os sentidos se recuperarão, certamente transparecer a fraqueza em nada ajudará. Seguirei rumo ao novo, afinal o que mais resta a fazer? Uns dias de nova solidão.
E como é que é a solidão quando a verdade de todas as coisas matou um coração ao deixá-lo sem esperança e sem melodia?
antes a dor da verdade do que a companhia da mentira.
E como é que é a solidão quando a verdade de todas as coisas matou um coração ao deixá-lo sem esperança e sem melodia?
antes a dor da verdade do que a companhia da mentira.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
"Ao vencedor as batatas"
Infinitamente Feliz
...e quando se está feliz, dispensam-se as palavras. Então só consigo pensar na frase "ao vencedor as batatas."
...e quando se está feliz, dispensam-se as palavras. Então só consigo pensar na frase "ao vencedor as batatas."
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Quanto ao inferno
E você realmente acha que Deus está preocupado em mandar alguém para o inferno???
Não, não, meu amigo, Deus está ocupado cuidando disso tudo aqui
Universo!
Não, não, meu amigo, Deus está ocupado cuidando disso tudo aqui
Universo!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quanto a liberdade
... o eu nu e cru, com toda a sua agilidade. A autodescoberta... - "cuidado com os idos de março", cuidado coisa nenhuma. Livre. Livre para ser o que quiser ser, livre para buscar o ideal mais elevado, imbuido da autoconfiança necessaria para ser seu eu mais especifico. Livre numa escala que seu pai jamais poderia imaginar. Tão livre quanto seu pai fora cercado. Livre agora ... livre para seguir adiante e ser magnifico. Livre para representar o drama ilimitado e autodefinidor dos pronomes nós, eles e eu.
Do livro, A Marca Humana, Philip Roth.
Do livro, A Marca Humana, Philip Roth.
* um livro que merece ser lido.
quanto ao "não estou lá"
Preciso continuar...
porque os relacionamentos são ambíguos e eu continuo falhando em me comunicar
porque continuo a me culpar mesmo não tendo culpa
porque cada fracasso me distanciou mais de mim mesma...e de você
por todos esses motivos e muitos outros ainda desconhecidos eu devo
escutar
devo
olhar ao redor mais do que nunca
Devo ir embora...
... você domou o LEÃO na minha jaula, mas não foi o bastante para mudar meu coração...
...Agora tudo está de cabeça para baixo...
porque os relacionamentos são ambíguos e eu continuo falhando em me comunicar
porque continuo a me culpar mesmo não tendo culpa
porque cada fracasso me distanciou mais de mim mesma...e de você
por todos esses motivos e muitos outros ainda desconhecidos eu devo
escutar
devo
olhar ao redor mais do que nunca
Devo ir embora...
... você domou o LEÃO na minha jaula, mas não foi o bastante para mudar meu coração...
...Agora tudo está de cabeça para baixo...
domingo, 14 de novembro de 2010
Quanto à consciência
Quando o tempo parece parar, quando no ensaio da vida você esquece a fala e as pessoas se olham e ficam emudecidos, quando relembrar é ruim, quando no ontem você até achava sentido nas coisas e nos rumos do barquinho de papel que te acompanha desde sempre no riacho dos dias, quando você fica com nojo das atitudes desnecessárias que todos fazem meramente por impulso, quando a carne é mais que a mente, quando os sentimentos se misturam e nada é claro, quando no coração das trevas você se encontra,
quando as palavras não se encaixam com o que querem dizer, quando a inteligência e a aceitação não se encontram, quando você pensa que vivemos da mesma forma que sonhamos "sempre sozinhos", quando você se sente acomodado e sem vontades, quando você mente para não decepcionar o outro e fere-se bem no íntimo, quando a tristeza invade unicamente porque não cabe mais...
Quantas vezes se sentiu assim? Quantas vezes as respostas lhe fugiram? Quantas vezes você desviou-se do caminho para seguir atalhos? Quantas vezes a realidade não foi real? Quantas e quantas vezes você enganou-se de propósito por medo de encarar a verdade?
Você tem sentido-se assim, como se adiasse o inevitável?
E mesmo que com todas as fugas, ainda sente-se descontente? Como se algo sempre faltasse bem no meio, algo que traga sentido, que exista na intenção de vivificar, que preencha o vazio que tem sido as seculares horas da rotina.
Sente-se culpado por ser mais um a banalizar o amor ao proferir um mentiroso "eu te amo"?
Quantas vezes se sentiu assim, perdido e sem respostas, com nojo do próprio "eu"?
Ai vem um desejo de gritar, porque tudo isso já não cabe mais, já estão todos fartos, o cansaço é dominante e não há mais lugar para dúvidas e arrependimentos, lança-te de ti, e vai.
Quantas vezes você desejou ter um Retrato seu que sofresse as consequências dos seus atos?
e por fim, o mesmo de sempre, sempre falará mais alto e voltará, é tarde demais para rever? É tarde para sermos os mesmos?
quando as palavras não se encaixam com o que querem dizer, quando a inteligência e a aceitação não se encontram, quando você pensa que vivemos da mesma forma que sonhamos "sempre sozinhos", quando você se sente acomodado e sem vontades, quando você mente para não decepcionar o outro e fere-se bem no íntimo, quando a tristeza invade unicamente porque não cabe mais...
Quantas vezes se sentiu assim? Quantas vezes as respostas lhe fugiram? Quantas vezes você desviou-se do caminho para seguir atalhos? Quantas vezes a realidade não foi real? Quantas e quantas vezes você enganou-se de propósito por medo de encarar a verdade?
Você tem sentido-se assim, como se adiasse o inevitável?
E mesmo que com todas as fugas, ainda sente-se descontente? Como se algo sempre faltasse bem no meio, algo que traga sentido, que exista na intenção de vivificar, que preencha o vazio que tem sido as seculares horas da rotina.
Sente-se culpado por ser mais um a banalizar o amor ao proferir um mentiroso "eu te amo"?
Quantas vezes se sentiu assim, perdido e sem respostas, com nojo do próprio "eu"?
Ai vem um desejo de gritar, porque tudo isso já não cabe mais, já estão todos fartos, o cansaço é dominante e não há mais lugar para dúvidas e arrependimentos, lança-te de ti, e vai.
Quantas vezes você desejou ter um Retrato seu que sofresse as consequências dos seus atos?
e por fim, o mesmo de sempre, sempre falará mais alto e voltará, é tarde demais para rever? É tarde para sermos os mesmos?
O processo, e o julgamento por tudo o que já fez vai te levando a própria prisão, e não cabe mais a defesa, não há argumentos, e não há mais nada...
estamos indo, planejando sem planejar, sabendo sem saber, tudo isso porque a vida é um sonho e acordar é o que nos mata.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Como pano de fundo essa música, tão calma, tão bonita, me invade, não reconheço a voz da cantora e pra ser sincera não tenho nenhuma intenção de saber quem é que me traz essa calmaria que se mistura com melancolia, que me faz pensar em tudo.
Aí me lembro da estranha conversa de ontem, me dizia “são coisas da tua cabeça”, então sorrio, e o que não é coisa da cabeça? Pensamos o tempo todo...até mesmo quando não pensamos. Idealizo, distorço as palavras, é, eu sou assim, e não vou me desculpar por ser quem sou. Então simplesmente desista, não queira do outro aquilo que nem você pode fazer, e penso no filme “de ratos e homens”, que vi ontem na aula de literatura, e penso, é assim. Involuntário. Amigos dizem eu te amo, sem intenção alguma. Nunca pedi nada, nunca prometi nada. Agora a música é outra, a reconheço, é Bon Jovi, os pensamentos não se calam para que eu possa flutuar no nada, penso em algo que um amigo rotulado “atrativo” me disse certa vez,“você pode gostar de alguém, mas não deixe de fazer aquilo que quiser fazer”, sim, ele estava certo. Podem julgar, podem criticar, podem, mas não devem. Só sabe da situação quem a vivencia. A exposição diminui a intensidade.
Que bom estar aqui, que bom escrever as coisas mais simplórias que até uma criança poderia escrever, que bom é ouvir essas músicas, que bom que isso tudo só existe na minha cabeça. Que bom! Que bom é esta aqui e simplesmente ser livre, livre para Ser. Ser e viver.
Aí me lembro da estranha conversa de ontem, me dizia “são coisas da tua cabeça”, então sorrio, e o que não é coisa da cabeça? Pensamos o tempo todo...até mesmo quando não pensamos. Idealizo, distorço as palavras, é, eu sou assim, e não vou me desculpar por ser quem sou. Então simplesmente desista, não queira do outro aquilo que nem você pode fazer, e penso no filme “de ratos e homens”, que vi ontem na aula de literatura, e penso, é assim. Involuntário. Amigos dizem eu te amo, sem intenção alguma. Nunca pedi nada, nunca prometi nada. Agora a música é outra, a reconheço, é Bon Jovi, os pensamentos não se calam para que eu possa flutuar no nada, penso em algo que um amigo rotulado “atrativo” me disse certa vez,“você pode gostar de alguém, mas não deixe de fazer aquilo que quiser fazer”, sim, ele estava certo. Podem julgar, podem criticar, podem, mas não devem. Só sabe da situação quem a vivencia. A exposição diminui a intensidade.
Que bom estar aqui, que bom escrever as coisas mais simplórias que até uma criança poderia escrever, que bom é ouvir essas músicas, que bom que isso tudo só existe na minha cabeça. Que bom! Que bom é esta aqui e simplesmente ser livre, livre para Ser. Ser e viver.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Palavra é o foco de estudo
A palavra é livre, mas prende. A palavra é a incerteza dos homens, é o desassossego.
Enfim, não sabemos nos comunicar. Passamos a idade da inocência à descobrir palavras, perdidas ou achadas, tanto faz. Perdemos a inocência, e a palavra ainda é INEVITÁVEL. Não! Não sabemos nos comunicar, logo, silenciamos para aprender o valor das palavras, como disse um Daniel,"apreciem o sabor das palavras, dóse-as, poupe-as, e distribua-as em doses periódicas". Somos nós e elas, equilibrando-se, controlando-se, transformando-se e arrastando-se para que um dia sejamos todos corroídos pelo Senhor Tempo.
Enfim, não sabemos nos comunicar. Passamos a idade da inocência à descobrir palavras, perdidas ou achadas, tanto faz. Perdemos a inocência, e a palavra ainda é INEVITÁVEL. Não! Não sabemos nos comunicar, logo, silenciamos para aprender o valor das palavras, como disse um Daniel,"apreciem o sabor das palavras, dóse-as, poupe-as, e distribua-as em doses periódicas". Somos nós e elas, equilibrando-se, controlando-se, transformando-se e arrastando-se para que um dia sejamos todos corroídos pelo Senhor Tempo.
entre o altruísmo e o egoísmo
Porque todos vivemos pela verdade. Dúvidas. Certezas. Incertezas. E buscar a verdade onde todos somos incertos, não é nada fácil, somos uma constante mudança. Queremos abraçar o mundo e não perder nada, não podemos viver e ser feliz apenas com o suficiente, este não basta. Para sentirmos a vida, precisamos estar em constantes conflitos. A beleza da vida humana está em equilibrar dias cinzas com dias azuis, está é a pilhéria do existir.
Atrás disso tudo, do grande show dos homens, está escondida a linha que separa o altruísmo do egoísmo. Há homens que param e equilibram-se, entretanto a grande maioria perde-se no obscuro do egoísmo.
Um recurso o silêncio, "nada mais, é só isso e nada mais", como disse a mente perturbada de Allan Poe com o seu "Raven." Silenciar, e assim na calmaria das águas aprender, aprender de ti e aprender do outro. Altruísmo.
Algum tempo atrás li em algum lugar sábias palavras, que me fizeram pensar "não queira viver dentro de uma linda bexiga colorida e cheia de furos", entendi então que, o esforço para encher é desnecessário e exaustivo, pois estará sempre vazio. Entendi que ninguém pode ser feliz sozinho, aprendi que felicidade só é real quando compartilhada, descobri que é preciso ter a mesma integridade em dias cinzas e azuis. Enfim, me disseram que cada as pessoas não veem as coisas como elas são e sim como elas querem, logo, tudo o que entendi de nada vale se não para mim.
Atrás disso tudo, do grande show dos homens, está escondida a linha que separa o altruísmo do egoísmo. Há homens que param e equilibram-se, entretanto a grande maioria perde-se no obscuro do egoísmo.
Um recurso o silêncio, "nada mais, é só isso e nada mais", como disse a mente perturbada de Allan Poe com o seu "Raven." Silenciar, e assim na calmaria das águas aprender, aprender de ti e aprender do outro. Altruísmo.
Algum tempo atrás li em algum lugar sábias palavras, que me fizeram pensar "não queira viver dentro de uma linda bexiga colorida e cheia de furos", entendi então que, o esforço para encher é desnecessário e exaustivo, pois estará sempre vazio. Entendi que ninguém pode ser feliz sozinho, aprendi que felicidade só é real quando compartilhada, descobri que é preciso ter a mesma integridade em dias cinzas e azuis. Enfim, me disseram que cada as pessoas não veem as coisas como elas são e sim como elas querem, logo, tudo o que entendi de nada vale se não para mim.
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