terça-feira, 8 de junho de 2010

"amor estranho amor"

Queria que tudo fosse um eterno começo,  que os amores todos congelassem, no olhar e no sorriso, que no clímax o tempo parasse. Utopia.
O tempo nosso passou e nos perdemos no relógio, não sei como nem onde, em qual parte do calendário nos afastamos, estávamos contabilizando os passos para um "SIM", caminhando de mãos dadas pelo tempo, e num piscar de olhos não havia você à segurar minha mão pela estranha estrada da vida.
Continuei, me perdi nas contas e recomecei, o que eu poderia fazer a não ser seguir?
Olhava o tempo com outro olhar, olhos órfãos na intenção de restituir, ombros contraídos, como se o peso do mundo estive à pesar ali.
"Esse é o meu problema, os problemas que eu não tenho e minha mente cria por você", nem mil sábios poderiam descrever os pensares dos mais tristes e famintos olhos que anoiteciam minha face, a menina do sorriso parado, única descrição visível, nem mil poetas poderiam dizer da imensidão dos sentidos que sentia, as tentações surgiam e nada atraia, você era meu único e real pecado.
Quis decifrar o tempo e busquei respostas de Janeiro à Janeiro, em vão foram as buscas. Lentamente foi passando.
Um dia do nada, a música foi falando, aos poucos clareando para novamente escurecer em um novo tempo, em um novo eu, em um novo começo, nos mesmos sentidos perdidos. Estamos todos condenados ao insoluvel amor.


(meio confuso mas essa é minha estranha maneira de amar...
ao som da tua musicalidade me deixo levar pelos caminhos obscuros que queiras tocar,
"amor estranho amor")

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