segunda-feira, 14 de junho de 2010

estranhos a se odiar

 Escutei e absorvi. Agora sou conhecedora, não sei o que fazer com a verdade do conhecimento, permaneço invadida por um desespero impotente. È inverno no meu mundo e um frio mortal assombra o povoado. Em noites frias ouço os soluços em mudos desesperos sem amparado.
Nessas noites sem lua, estranhamente as estrelas surgem no céu, mas não para brilhar, para rir do pânico terrestre. "Somos estranhos a odiar-se, queremos nos matar", li isso ontem, me fez pensar tanto, pensei no povoado, na família, e nas prioridades, prioridades detesto essa palavra, não sei se estou fazendo certo, tenho medo de acordar e ver que desperdicei minha vida remando para um penhasco.Entre nós consolidou-se um muro de silêncio, um amor amargo em vagos olhares vazios.Essa conspiração de silêncio não ajuda em nada, mas é forte, tão forte que ultrapassa o inverno e chega à primavera, e meu sentimento é imutável, queria que fosse como a estação com um sorriso discreto à exibir as flores coloridas, mas não, continua no obscuro silêncio.Olho à minha volta é confuso e vazio.Hostilidades. Presos no egoísmo.Nesse escuro perde-se à razão, insanidade.
O mal vem e toma o vazio, enche, temos o caos, nosso caos, caos alheio, e quando a insanidade surge e toma a maioria, passa ela a ser sanidade e os poucos conscientes desejam viver presos à encarar a catástrofe terrestre, uma voz disse :"calma a via-láctea foi feita pra você", e essa mesma voz conheceu a morte, um impulso de sangue toma-nos a cada momento, numa realidade indizível habitamos, e não podemos ao menos lembrar como era agradável plantar e colher. A vida foge, malévola, sombria, apática. O oco da razão restante é silêncio. Somos parte, no juízo final estamos, somos condenados por nossa falta de amor ao próximo, está chegando o fim posso sentir o perfume nostálgico para simbolizar a fé, que ressurge sedenta de misericórdia, nosso povoado é selva, somos selvagens solitários no meio,nosso ódio está nos matando. O juízo está chegando posso agora sentir o fogo, orar? coração arrependido,envergonhado e sujo, vê o sol.

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