quarta-feira, 23 de junho de 2010

A história a se perder em noites

Gostava de pensar que éramos um musical  a repetir-se, em um só compasso, dizia que era a minha partitura, nosso musical era um drama, um drama obsceno, natural e discreto.
Nos soturnos sonhos noturnos, abríamos o corpo e partilhávamos a alma, em uma vibração a nos embalar.
Saímos de cartaz, e você critica a feiura acústica, meus ouvidos te amam. Gosto mesmo do barulho, pois assim sendo não consigo decifrar palavras e em noites como esta palavras são doenças, clara escuridão noturna tudo é racional.
Personagens invisíveis dividem suas historias comigo, são erros humanos, choram suas desgraças e tragédias, que os transformou em seres derrotas, esperam aplausos, neutra permaneço, não compartilho o drama, não correspondo expectativas.Irreal teatro a me rodear, não sou personagem nem plateia, como um zumbi meu corpo se faz presente enquanto minha mente respira o ar puro das montanhas desconhecidas, um oceano contraditório de realidade inventada. sou como um gato espreguiçando as horas dormidas longe da alma.
Renunciar a simulação da vida e se deixar cair no ensaio sem amores clandestinos, abandono o fardo do amor, o meu todo é vago, a solidão da liberdade abstrata é o peso que vem e me perturba a alma.
se o amor é um combate, já vou logo dizendo não tenho disposição para travar batalhas com moinhos de vento.
Quando éramos dois a querer que a noite se prolongasse a cama se fazia um labirinto. As musicas nossas se fundiam. O amor e o ato do amor era um só.

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