sexta-feira, 25 de junho de 2010

Normalidade

A cada dia mato um leão...
somos nós humanos estranhos sem humanidade...



Temos que deixar pra trás tudo que é normalidade
toda a maldade, miséria é normal, é inverno e vemos crianças descalças, vemos pessoas sem ter onde dormir, e fechamos os olhos para viver na ilusão dessa forjada normalidade, como me odeio por isso, como odeio aqueles que se preocupam com os desastres de outros países e não olham as nossas crianças, anjos que morrem dia após dia nessa nossa normalidade absurda, teatro de horrores, meus semelhantes morrem de fome, e falo isso com uma dor indizível. Não fecho os olhos mas não faço nada para mudar essa desigualdade, enquanto isso sou a normalidade indignada. Tenho nojo de mim, que tenho tudo o que preciso e mesmo assim estou sempre reclamando que me falta algo, algo que nunca faltou.
Não sei se é por que hoje estou por demais sentimental ou o quê, mas eu choro essa tragédia que é o ensaio sobre a vida, pobres anjos que não puderam viver e como cordeiros foram crucificados em prol de uma minoria que "precisavam" comprar seu caviar, Deus porque permite tais coisas?
Esses atalhos para esconder o mal que cresce em cada um de nós é assustador, é fácil esconder a sujeira em baixo do tapete.
Temos que gritar os erros e buscar corrigi-los.
Estamos na fronteira da razão e da loucura.


Pra que lado você vai?

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