sexta-feira, 4 de junho de 2010

Terapia

Ouço suas reclamações, enquanto meu cérebro recria cenas do Bob Esponja. O amor nos torna patéticos, entendo Rita Lee, mas o Bob é um ser sem sexo tal qual os cavalos marinhos de Renato. Nos entendemos como seres assexuados, sem gênero e grau eu te amo e ouço num silencio viajante suas reclamações.
Estranhos e enigmáticos fascinam, amar sozinho é o que interessa, se morre no fim fica ainda mais interessante. Ninguém se importa com amores como o nosso, um tipo de amor de não dá certo nem errado, nem insiste nem desiste, não fica nem passa, e é por isso que ouço as tantas e repetitivas reclamações suas.
Reclame!
Reclame seus direitos, ah é?Sem regras, meio perto, meio longe, isso me põe doente. Caio em mim como uma doença trágica, essa doença é minha espécie de vida, só você me faz viver, sem a doença é morte certeira.Medo! Medo de seres inteiros, daqueles que não precisei criar, medo da rotina, de passar a vontade de ficar junto, vida orgulhosa e vazia. Procuro um roteiro quem foi que escreveu minha vida?
Quando encontrar o roteiro quero queimá-lo. Sim! queimá-lo, para que possa recomeçar, sem história, meio que órfã de ex, ex marido, ex namorado, ex amigo, ex trabalho.Tudo novo.
Faço a escolha de permanecer personagem, mas só por um tempo, é provisório, não abro mão da minha doença.Erro todo o resto para acertar o alvo, ignoro os reclames, pois quando estamos juntos e calados, nosso som é o amor,calado e vivo.
É um jogo arriscado, mas se está longe incomoda, melhor então é aceitar a imperfeição de sofrer perto.
Não posso perder o que nunca tive, se é nossa história, então...era uma vez e viveram felizes para sempre...
fecho os olhos, imagino Bob Esponja, Lula Molusco, Patrick, e tudo mais... meus ouvidos te amam.



 (Franchesca, Srtª Valentine)

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