quarta-feira, 23 de junho de 2010

Viagem ao centro do ser

Em um instante que inconscientemente fujo de mim, sob efeitos calmantes de cápsulas vermelhas, viajo.
Caminho pelo desconhecido da mente, aquela que sou começa a descobrir quem sou, há muitos quadros a enfeitar os corredores mentais, os quais detalham e me definem, o tempo e suas mudanças notáveis nas paredes paralelas de um labirinto, labirinto formado no psique de um ser personagem.
Viajo pra dentro de mim, histórica e abstrata, corpo e alma. Dessa história sou criadora, são tantas as criações que fui e ainda serei, sou corpo, sou alma, e vários eus. Dos inúmeros quadros a retratar meus personagens um desperta-me a atenção, nele um pano de fundo a rasgar-se mostrando o personagem do momento sendo dividido em dois e atrás escondido o criador, despedindo-se de sua criação.
Todo o tempo estive a olhar-me e rir daqueles que fui, sou espetaculo que nunca entrará em cartaz.
Entro em mim para saber quem sou, uma viagem ao centro do ser, conhecendo e enfrentando demonios nos estreitos corredores do labirinto, nos quadros tantas figuras conhecidas, quase um momento saudosista. Algumas pessoas eu deixei, outras me deixaram, mas não quero pensar em amor, voltemos para a viagem mental. Meus olhos voltam  a mim como uma estranha, quem sou? quando me criei? quando me deixei?
caminho mais e mais, não há  luz enquanto não amanhecer.

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